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Justiça do Iraque condena primo de Saddam à forca | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Justiça iraquiana condenou neste domingo à morte por enforcamento Ali Hassan al-Majid, conhecido como "Ali Químico", primo do ex-líder iraquiano Saddam Hussein e uma das figuras mais fortes do antigo regime iraquiano. Al-Majid foi considerado culpado de genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade por haver comandando a chamada operação Anfal, uma campanha de eliminação da população curda no norte do Iraque em 1988. Em fevereiro daquele ano, o Iraque lançou gás mostarda e sarin contra áreas curdas, matando cerca de 180 mil pessoas, nas estimativas de organizações de direitos humanos. Um ex-ministro da Defesa iraquiano, Sultan Hashim Ahmad al-Tai, e um ex-chefe militar, Hussein Rachid al-Tikriti, também foram sentenciados à morte, depois de serem considerados culpados por assassinatos em massa. Dois outros ex-comandantes do regime iraquiano foram condenados à prisão perpétua, enquanto um sexto réu foi absolvido das acusações. O ex-líder iraquiano Saddam Hussein também estava sendo acusado de genocídio e crimes contra a humanidade por haver ordenado a operação Anfal, mas sua execução, no dia 30 de dezembro de 2006, abortou o processo. |
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