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Tribunal de Saddam ouve testemunha de ataque químico | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A primeira testemunha de acusação deu nesta terça-feira seu depoimento no segundo julgamento do ex-presidente do Iraque Saddam Hussein e outros seis réus, que estão sendo acusados de crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio. A testemunha, Ali Mustapha Hama, descreveu o ataque com armas químicas que afirma ter ocorrido em seu vilarejo, Balisan, em abril de 1987. Hama também afirmou que de oito a 12 jatos bombardearam o vilarejo antes de surgir uma fumaça esverdeada e, minutos depois, um cheiro que parecia de alho ou maçãs apodrecidas. "As pessoas vomitavam... Estávamos cegos. Gritamos. Não havia ninguém para nos salvar, apenas Deus", disse. "Muitos mortos" O tribunal em Bagdá havia ouvido na segunda-feira a acusação de que 182 mil pessoas foram mortas durante a operação Anfal, na qual armas químicas teriam sido usadas contra três mil vilarejos no norte do Iraque na década de 80.
No seu depoimento, Hama falou sobre um recém-nascido que tentava "respirar para viver" após o ataque em Balisan, mas respirou os produtos químicos e morreu. Muitos outros morreram também, acrescentou a testemunha. A defesa perguntou a Hama como ele sabia que os aviões eram iraquianos e conseguiu fazer com que a testemunha admitisse ter ajudado guerrilheiros curdos em seu vilarejo. Comandante Dois dos réus disseram à corte que Anfal era uma operação que tinha como alvo soldados iranianos e guerrilheiros curdos que davam apoio a estes soldados. Na época da operação, a guerra entre Irã e Iraque ainda não havia se encerrado. Um militar iraquiano, Sultan Hashim Ahmed, comandante da operação Anfal e ex-ministro da Defesa, afirmou que suas ordens eram de evitar a qualquer preço que os iranianos ocupassem o país. Ahmed alegou que os civis foram retirados da região e levados em segurança para outras áreas do Iraque. "O objetivo era lutar contra um Exército organizado e armado, os civis não eram nosso objetivo", disse. Saber Abdul Aziz, o ex-chefe militar de inteligência na época da operação, ressaltou sua inocência e disse que estava cumprindo sua missão . "Vocês verão que não somos culpados, defendemos sinceramente e com honras e nosso país", disse. Saddam e os sete réus diferentes já foram julgados pela morte de 148 xiitas em Dujail, em 1982. Um veredicto relativo a esse caso deve ser anunciado no dia 16 de outubro. |
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