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Brasileiro preso no Líbano embarca de volta ao Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O médico brasileiro Mohamad Kassen Omais, que ficou preso sete dias no Líbano sob acusação de adulteração de seu passaporte libanês e suspeita de envolvimento com "terrorismo", embarcou nesta quinta-feira de volta ao Brasil, junto com a mulher e seus três filhos. O embarque ocorreu após mais um momento de tensão com as autoridades de imigração libanesas. O nome do brasileiro ainda constava nos computadores das autoridades como sendo de um procurado, já que a polícia não havia informado à imigração que ele havia sido liberado. O problema só foi resolvido depois que Omais apresentou o recibo da fiança paga e as autoridades no aeroporto ligaram para a sede do Departamento de Imigração. O pai de Omais, Kassen Omais, estava muito emocionado na despedida e disse que só sentiria alívio quando o filho entrasse no avião. Ele permaneceu no aeroporto até que o cônsul-geral do Brasil em Beirute, Michael Gepp, confirmou que Mohamad passara pelo controle de passaportes e já estava na aeronave. “Pesadelo” Antes do embarque, Mohamad Kassen Omais disse que a volta ao Brasil colocaria fim a um pesadelo. “Quero agora voltar ao Brasil e retomar minha vida, reencontrar meus amigos e colegas de trabalho”, disse. O brasileiro e sua mulher, a médica Gisele do Couto Oliveira, foram ao Líbano para buscar os filhos, que estavam em férias com os avós desde dezembro do ano passado. As autoridades libanesas o prenderam no dia 15 de fevereiro no desembarque do aeroporto em Beirute e o acusaram de adulterar seu passaporte libanês. As Forças de Segurança Internas (FSI) também investigavam sua relação com atividades terroristas. Na semana passada, fontes ouvidas pela BBC Brasil informaram que o primo de Omais, o também brasileiro Zuheir Omais, teria adulterado o passaporte do médico e usado o documento em viagens à Síria que, segundo policiais libaneses, estariam relacionadas com atividades "terroristas". O primo estaria sendo procurado pelas autoridades e residiria no Brasil. Uma fonte ligada ao Exército libanês confirmou que o passaporte adulterado de Mohamad Kassen Omais poderia estar vinculado a recentes atentados a bomba e ao conflito do ano passado no campo de refugiados palestinos de Naher el Bared, no norte do país. Má-fé Omais foi solto no dia 22 de fevereiro, após pagar uma fiança de US$ 300 (cerca de R$ 500) e sob a condição de cooperar com as investigações, fornecendo informações como detalhes de suas viagens nos últimos dez anos. Além disso, o juiz que cuidava de seu caso entendeu que Omais tinha sido vítima da má-fé de seu primo. A prisão do médico brasileiro envolveu inclusive o ministro brasileiro de Relações Exteriores, Celso Amorim, que intercedeu no caso. Amorim conversou com o ministro da Justiça do Líbano, Charles Rizk, e pediu a libertação de Omais. Rizk prometeu que analisaria o caso, e Omais foi solto posteriormente. A polícia libanesa continua com as investigações, e fontes informaram que as autoridades poderiam pedir auxílio à Polícia Federal brasileira para ajudar nas investigações sobre o caso. |
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