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Médico brasileiro é transferido de prisão especial no Líbano | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O médico pediatra brasileiro Mohamad Kassen Omais, 45 anos, preso na semana passada por ‘suspeita de terrorismo’, foi transferido na manhã desta quinta-feira para uma prisão comum pela polícia libanesa. Omais, que mora em Cuiabá (MT) com a família, foi preso quando desembarcava no aeroporto internacional de Beirute com a esposa, que também é médica, Gisele do Couto Oliveira. Seu nome, de acordo com a polícia, integraria uma lista de procurados por atividades terroristas. Segundo o advogado Ayad Fares, que representa o brasileiro, ele teria um homônimo libanês em uma lista de procurados por terrorismo. Eles compartilhariam, inclusive, o mesmo nome do pai, diferindo, apenas, no nome da mãe. O advogado disse à BBC Brasil que as investigações do setor de inteligência das Forças de Segurança Interna (FSI) do Líbano já foram concluídas e que resta esperar, agora, pelo término de uma investigação civil, também conduzida pelos órgãos de inteligência. Com isso, Omais deixou a prisão especial e foi levado para uma outra, destinada a imigrantes ilegais, em Baabda, nos arredores de Beirute. "Tenho a expectativa de que ele seja liberado ainda hoje", disse Fares. 'Pesadelo' O médico brasileiro chegou ao Líbano no dia 15 de fevereiro para buscar os três filhos, de férias desde dezembro com os avós na cidade de Qaraaoun, no Vale do Bekaa, leste do país. A volta estava marcada para o dia 28. Gisele disse estar esperançosa de que poderá ter seu marido de volta ainda nesta quinta-feira. “Tenho fé de que este pesadelo vai acabar, meus filhos estão muito apreensivos, assim como toda a família”, disse ela. Um fonte anônima dos serviços de inteligência do Exército libanês confirmou à BBC Brasil que Omais foi transferido para uma prisão comum. “Mas não estou certo de que ele será solto hoje. Há uma investigação em curso relativa a atentados recentes no Líbano, envolvendo cidadãos libaneses”, disse a fonte à BBC Brasil. Omais, que também tem cidadania libanesa, nasceu no Brasil e, segundo sua mulher, teria pouca ligação com o Líbano. ‘Bem tratado’ Representantes do consulado brasileiro tentavam, até ontem, ter acesso ao médico, detido há seis dias, mas autoridades libanesas não permitiam qualquer visita a Omais. O cônsul-geral do Brasil, Michael Gepp, enviou um relatório da prisão de Omais ao Itamaraty na segunda-feira. Nesta quinta-feira, Gepp e outros representantes do consulado tentariam mais uma vez visitar o brasileiro. “Temos a expectativa de ver Omais hoje, até para nos certificarmos de que ele esteja bem e sendo bem tratado pelas autoridades do Líbano”, disse Gepp. O cônsul disse à BBC Brasil que caso não haja cooperação das autoridades locais, o caso poderia ir para a esfera diplomática e transformar a prisão de Omais em incidente entre Brasil e Líbano. “Nossa intenção não é interferir nas investigações da polícia libanesa, mas apenas cumprir com nossa função consular prevista em lei, que é dar assitência a cidadãos brasileiros no exterior”, completou. |
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