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Sérvia tira embaixador dos EUA em protesto por Kosovo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo da Sérvia decidiu nesta segunda-feira convocar de volta a Belgrado o seu embaixador em Washington, depois de o governo dos Estados Unidos ter decidido reconhecer a independência unilateral de Kosovo, anunciada no domingo. A reação sérvia foi confirmada pelo primeiro-ministro Vojislav Kostunica, em um discurso no Parlamento em Belgrado. Kostunica disse que a declaração de independência de Kosovo foi um ato "unilateral, ilegal e imoral", realizado com o respaldo da "força bruta dos Estados Unidos e da Otan (a aliança militar do Ocidente)". "Os americanos violaram a lei internacional em nome de seus próprios interesses", afirmou o primeiro-ministro. Em uma declaração por escrito, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse que os Estados Unidos estão prontos para estabelecer relações diplomáticas plenas com Kosovo, e que os dois lados têm uma amizade especial. Rice também reafirmou a amizade entre Estados Unidos e Sérvia e convidou o governo de Belgrado a ajudar a proteger os direitos e a cultura da comunidade sérvia em Kosovo. Mais cedo, o presidente americano, George W. Bush, disse durante sua viagem à África que "os kosovares são agora independentes" e que a independência era algo que ele e seu governo defendiam há muito tempo. ONU Em Belgrado, milhares de pessoas realizaram protestos contra a independência. Outros protestos foram realizados em Mitrovica, no próprio Kosovo. O governo da Sérvia decidiu levar a disputa para a ONU, onde o seu principal aliado, a Rússia, lidera uma campanha para que a independência não seja reconhecida. O presidente da Sérvia, Boris Tadic, exigiu nesta segunda-feira que o Conselho de Segurança da ONU anule imediatamente a independência de Kosovo, e disse que Belgrado vai usar de todos os meios políticos e diplomáticos para evitar a separação de uma parte de seu território. A União Européia decidiu liberar cada um dos países-membros do bloco para decidirem se reconhecem ou não a separação. A maioria reconheceu a independência, mas vários outros, como a Espanha e a Moldávia, não a aceitaram. |
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