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Atualizado às: 15 de fevereiro, 2008 - 11h27 GMT (09h27 Brasília)
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Kosovo: Sérvia quer que ONU se oponha à independência
Kosovo
EUA e países europeus planejam reconhecer indpendência
O ministro do Exterior da Sérvia, Vuk Jeremic, pediu ao Conselho de Segurança da ONU que se oponha à independência de Kosovo, que pode ser declarada já neste fim de semana.

Jeremic disse que a Sérvia não vai usar a força para impedir a separação, mas advertiu que a independência representaria um sinal verde para outros movimentos separatistas.

A maioria kosovar de origem albanesa deve declarar a independência nos próximos dias.

A Rússia, aliada da Sérvia, afirma que o reconhecimento de um Kosovo independente seria ilegal e imoral, e disse que estaria disposta a reconhecer regiões separatistas de outros países, caso o Ocidente reconheça a independência de Kosovo.

Sessão fechada

Falando depois de uma reunião a portas fechadas do Conselho de Segurança, o ministro sérvio afirmou que não é tarde demais para que os diplomatas evitem uma declaração unilateral de independência.

Ele pediu ao Conselho de Segurança que seja mantida uma negociação sobre o futuro status de Kosovo.

Mas Jeremic também alertou que a independência de Kosovo abriria um precedente em todo o mundo, levando a “uma cascata descontrolada de secessões”.

Mais cedo, na quinta-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, rejeitou em uma entrevista coletiva a idéia de que Kosovo seja um “caso especial”.

Ele argumenta que Kosovo está na mesma categoria que conflitos separatistas em outros países da antiga União Soviética, como a Geórgia - o governo russo chegou a dizer que estaria disposto a reconhecer a Abkázia e a Ossétia do Sul, ambas províncias da Geórgia.

Putin afirmou que a Rússia – membro permanente do Conselho de Segurança da ONU e tradicional aliado da Sérvia – tem um “plano pronto e nós sabemos o que vamos fazer”.

Segundo o correspondente da BBC no quartel general da ONU Matt Wells, a França, a Grã-Bretanha e os Estados Unidos, também membros do Conselho de Segurança, permanecem firmes em sua visão de que a província autônoma deve decidir por si própria e que países membros da ONU devem decidir individualmente se vão ou não apoiar um Kosovo independente.

Para esses Estados, a ONU não tem nenhum papel real em Kosovo, apesar de que a missão da organização deverá permanecer no território no futuro próximo.

Missão européia

A ONU administrava Kosovo até dezembro de 2007, desde que uma campanha militar da OTAN expulsou as forças sérvias acusadas de perseguir a maioria de origem albanesa da província, em 1999.

Até o fim da semana, os países membros da União Européia devem aprovar uma missão incluindo polícia civil e justiça para Kosovo.

Até o começo de Junho, 1.500 policiais, inclusive tropas de choque, e 250 juízes, promotores e oficiais de alfândega deverão estar atuando para manter a estabilidade no país auto-declarado.

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