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Negociações sobre Kosovo terminam em impasse | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As negociações entre sérvios e albaneses terminaram em impasse nesta quarta-feira, sem que o futuro do Kosovo fosse decidido. A rodada de negociações ocorreu em Viena, na Áustria. O Kosovo faz parte da Sérvia, mas está sob administração da ONU há oito anos. Os albaneses da província exigem a independência, mas a minoria sérvia da região e o governo sérvio rejeitam este pedido. "Não houve acordo com a Sérvia", disse o presidente albanês do Kosovo, Fatmir Sejdiu. Falando depois da reunião, Sejdiu disse a jornalistas que lamenta o fato de nenhum acordo ter sido fechado e culpa a liderança sérvia por não aceitar suas propostas. Sejdiu afirmou que uma declaração de independência para o Kosovo deve ser divulgada em breve, mas não deu uma data. O presidente albanês disse que a província não será mantida como refém e vai declarar a independência unilateralmente, com a ajuda de parceiros internacionais. Mas, o presidente sérvio, Boris Tadic, afirmou que a Sérvia não vai aceitar a independência do Kosovo e vai "anular" todas as decisões que poderiam levar à independência da província. Mediador "Tentamos, literalmente, não deixar nada para trás, mas, lamentavelmente, os envolvidos não conseguiram chegar a um acordo", disse Wolfgang Ischinger, mediador da União Européia na reunião desta quarta-feira em Viena. Agora, o diplomata europeu, o mediador americano Frank Wisner e o mediador russo Alexander Botsan-Khartschenko vão a Belgrado e Pristina na próxima segunda-feira antes de entregar um relatório ao secretário-geral da ONU no dia 10 de dezembro. A ONU havia estabelecido um prazo até 10 de dezembro para um acordo negociado para o Kosovo. Outras tentativas de se declarar a independência do Kosovo falharam. As forças de segurança da Sérvia foram retiradas da província por uma invasão da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) em 1999, depois de serem acusadas de repressão da população albanesa, que é maioria. Milhares de soldados da ONU foram enviados para a província para evitar a volta da violência na região. |
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