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Com boicote sérvio, participação em Kosovo fica em 45% | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A participação nas eleições gerais em Kosovo ficou em 45% - o menor nível desde a intervenção internacional na província, em 1999 - em uma indicação de que a minoria sérvia atendeu ao apelo do governo de Belgrado para boicotar a votação. Um representante da ONU, que administra a província, disse que poucos sérvios apareceram para votar neste sábado. A eleição foi realizada para escolher prefeitos e também preencher cem das 120 vagas na Assembléia provincial. Os outros assentos são reservados para os sérvios e outras minorias étnicas. Segundo um levantamento de observadores internacionais que acompanharam a votação, o Partido Democrático, liderado pelo ex-guerrilheiro pró-independência Hashim Thaci, está na frente nas apurações. Com mais de um terço dos votos contados, Thaci, que prometeu conseguir a independência de Kosovo em semanas, tinha 35% dos votos. A Liga para a Democracia de Kosovo, liderado pelo presidente Fatmir Sejdiuque e tradicionalmente o maior bloco político da província, estava em segundo lugar, com 23%. Segundo a agência de notícias Associated Press, Thaci já reivindicou vitória na noite de sábado. "Hoje o relógio virou. Um novo século começou", disse Thaci a centenas de partidários. "Kosovo está pronto para ir adiante no caminho que vai nos deixar mais perto da independência de Kosovo". Independência O Partido Democrático é um dos vários partidos que apóiam a independência da província sérvia. Thaci prometeu durante a campanha declarar a independência "imediatamente após 10 de dezembro", data-limite estipulada pela ONU para concluir as negociações sobre o status da província. Segundo o correspondente da BBC em Prístina, Nick Hawton, o governo em Belgrado fez apelos para que os sérvios de Kosovo boicotassem as eleições, para não dar legitimidade a um governo que pode romper com a Sérvia em breve. Kosovo é oficialmente parte da Sérvia, mas vem sendo administrada pela ONU (Organização das Nações Unidas) desde 1999. Os albaneses da província, apoiados pelos Estados Unidos e outros países ocidentais, querem a independência, mas a Sérvia, que conta com o apoio da Rússia, é contra. O Conselho de Segurança da ONU não colocou o assunto em votação ainda porque a Rússia já indicou que bloquearia o processo, mas o Conselho estabeleceu um prazo até 10 de dezembro para concluir as negociações sobre o futuro de Kosovo. Frustrados com a demora, os albaneses, que compõem mais de 80% dos habitantes da província, vêm ameaçando declarar independência unilateralmente. A crise em Kosovo impressionou o mundo na segunda metade dos anos 90, quando o então presidente sérvio, Slobodan Milosevic, lançou uma brutal repressão ao Exército para a Libertação de Kosovo (ELK), braço armado da causa separatista. Em 1999, tropas da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) obrigaram os sérvios a deixar a província, e a crise passou a ser gerenciada por um grupo formado por Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália e Rússia. |
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