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UE faz proposta à Sérvia pela independência de Kosovo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os presidentes e primeiros-ministros de países da União Européia (UE) anunciaram nesta sexta-feira uma proposta de facilitar a adesão da Sérvia ao bloco, se o país em troca aceitar uma declaração de independência de Kosovo. O futuro da atual Província sérvia foi o tema central da reunião anual de líderes de governo do bloco, realizada nesta sexta-feira em Bruxelas. Os líderes da UE não deixaram claro como o processo de adesão da Sérvia ao bloco poderia ser acelerado. No entanto, o presidente português, José Sócrates, disse que a candidatura do país continuará condicionada à colaboração com o Tribunal Internacional de Haia, que julga crimes de guerra cometidos por militares sérvios. Antes mesmo que a proposta fosse formalizada em Bruxelas, o presidente sérvio, Boris Tadic, se pronunciou contrário à idéia. No início desta semana, o primeiro-ministro sérvio, Vojislav Kostunica, disse que a oferta de uma "recompensa" pela independência de Kosovo seria uma "ofensa à dignidade" de seu país. Liderança Segundo o documento de conclusões da reunião, a UE considera que "a situação do Kosovo é claramente insustentável" e que o bloco deve assumir um "papel de liderança" na promoção da estabilidade na região. Com esse objetivo, o bloco decidiu formar uma missão de 1,8 mil policiais e juristas europeus para substituir a missão das Nações Unidas (ONU) responsável pela administração de Kosovo desde 1999. "Este é sem dúvida o sinal mais claro que a UE poderia dar de que quer liderar o futuro da região", afirmou o presidente de Portugal, país que ocupa a Presidência rotativa do bloco. Os detalhes sobre o envio dessa missão européia serão definidos na próxima reunião de líderes de governo europeus, em março de 2008. Independência Por outro lado, os 27 países da UE não conseguiram chegar a um acordo sobre o reconhecimento de uma possível declaração de independência de Kosovo sem o respaldo do Conselho de Segurança da ONU. A Rússia, que tem poder de veto no Conselho, promete barrar no órgão o reconhecimento de uma eventual separação de Kosovo. A situação da Província voltará a ser debatida na ONU no próximo dia 19, e o apoio unânime dos europeus aos kosovares poderia pressionar o governo russo a mudar de posição. A UE admite que será difícil conseguir unanimidade sobre o tema, já que alguns de seus países-membros, como Espanha e Chipre, temem o efeito que a independência poderia ter sobre os movimentos separatistas em seus próprios territórios. Ainda assim, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, declarou que a independência de Kosovo é "inevitável", já que sérvios e albaneses "não querem viver juntos”. Espera-se que Kosovo declare unilateralmente sua independência depois das eleições presidenciais sérvias, previstas para janeiro. Os albaneses representam 90% da população da Província. |
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