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Governo dos EUA aprova morte de líder do Hezbollah | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os Estados Unidos afirmaram que aprovam a morte do líder do Hezbollah Imad Mughniyeh, na terça-feira, em Damasco, capital da Síria. Sean McCormack, porta-voz do Departamento de Estado americano, afirmou que o mundo será "um lugar melhor" sem a presença de Mughniyeh. "Ele era um assassino e um terrorista responsável pela perda de incontáveis vidas de inocentes e, de uma forma ou de outra, foi feita justiça com ele", disse. McCormack afirmou que os Estados Unidos não sabem quem poderia ser responsabilizado pela morte de Mughniyeh, mas aprovam a morte do líder do Hezbollah de qualquer maneira. Os Estados Unidos atribuíam a Mughniyeh a responsabilidade pelo atentado suicida na base dos fuzileiros navais em Beirute, em 1983, no qual 241 americanos foram mortos, e vinham oferecendo uma recompensa de US$ 5 milhões por informações sobre o seu paradeiro. Mughniyeh era considerado um dos homens mais procurados do mundo, quase como Osama Bin Laden, da Al-Qaeda, e estava na lista dos mais procurados do FBI desde 2001. Israel O governo de Israel negou qualquer envolvimento do país no assassinato do líder do Hezbollah. Segundo uma nota divulgada pelo gabinete do primeiro-ministro Ehud Olmert, "Israel está estudando os relatos, do Líbano e da Síria, sobre a morte do líder do Hezbollah e teve conhecimento dos detalhes pelas informações da imprensa nas últimas horas. Israel rejeita a tentativa de grupos terroristas de lhe atribuir qualquer envolvimento nesse evento". O Hezbollah e o governo do Irã culparam Israel pela morte de Mughniyeh. O governo da Síria também condenou o que chamou de "ato terrorista covarde" e afirmou que está fazendo investigações para encontrar os responsáveis. Funeral
A cerimônia deve coincidir com outro evento, uma manifestação no centro de Beirute para marcar os três anos do assassinato do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri. Dezenas de milhares de libaneses devem ir até a Praça dos Mártires, no centro de Beirute, onde Hariri está sepultado. Segundo o correspondente da BBC em Beirute Mike Sergeant, também é esperada uma multidão no funeral de Mughniyeh, na área do Hezbollah no sul da capital libanesa. Os dois eventos devem ocorrer com apenas algumas horas de diferença e a alguns quilômetros de distância um do outro. Por isso, uma grande operação de segurança foi convocada, milhares de soldados do Exército libanês estão sendo enviados para as ruas da capital. O Líbano atravessa um momento conturbado: sem um presidente, sem um Parlamento ativo e dividido entre facções a favor e contra a Síria. |
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