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Atualizado às: 06 de fevereiro, 2008 - 22h43 GMT (20h43 Brasília)
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ONGs revelam morte de dezenas no Chade
Moradora passa pelo mercado central da capital do Chade, Ndjamena
Os choques deixaram em ruínas partes da capital do Chade
Duas organizações não-governamentais disseram nesta quarta-feira que acreditam que dezenas de pessoas morreram nos confrontos do último fim de semana na capital do Chade, Ndjamena.

Guilhem Molinie, chefe da missão da ONG Médicos Sem Fronteiras no país africano, disse que a organização encontrou pelo menos cem mortos em um levantamento nos três principais hospitais da cidade e que acredita que cerca de 700 pessoas ficaram feridas.

A Cruz Vermelha divulgou um outro balanço em que diz que o número de mortes chegou a pelo menos 160, e que mil ficaram feridos nos choques os rebeldes e as tropas leais ao governo durante a tentativa de golpe contra o presidente Idriss Deby.

“A Cruz Vermelha no Chade recolheu 80 corpos e sobrou ainda pelo menos o mesmo número, provavelmente mais”, disse Thomas Merkelbach, diretor do Comitê Internacional da Cruz Vermelha em Ndjamena.

Refugiados

Uma outra ONG de ajuda humanitária, a Save the Children, alertou que a violência em Ndjamena provocou sérias conseqüências para cerca de meio milhão de pessoas que vivem em campos de refugiados no leste do país, muitas das quais vêm da região de Darfur, no oeste do Sudão.

A ONG disse que não é mais possível usar Ndjamena como base de onde são transportados suprimentos para os campos de refugiados e disse que é necessário criar, urgentemente, uma ligação área de emergência com o leste do Chade.

O presidente Deby apareceu em público nesta quarta-feira pela primeira vez desde os incidentes do fim de semana e disse que seu governo mantém controle completo do país.

Vestindo uniforme militar, Deby disse que os rebeldes são “mercenários” e acusou o Sudão de estar por trás da tentativa de golpe.

Ele também disse que os soldados do governo estão caçando os rebeldes. “Nós estamos em seus calcanhares e devemos capturá-los antes que eles fujam de volta para o Sudão”, disse.

O Governo de Cartum já negou anteriormente a acusação de que dá apoio aos rebeldes do Chade ao, supostamente, permitir que eles mantenham bases em Darfur.

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