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Força da ONU inicia missão de paz em Darfur
Forças de paz da ONU
Força de paz conjunta deve operar com 26 mil homens
Forças de paz da ONU iniciaram suas operações nesta segunda-feira em Darfur, no Sudão, região que vive um violento conflito civil desde 2003.

Os soldados das Nações Unidas se uniram aos da União Africana, que operavam na área até agora, e juntos formarão a maior força de paz do mundo.

A composição de uma força de paz conjunta para atuar em Darfur foi autorizada pelo Conselho de Segurança da ONU em julho deste ano. Desde 2004, 7 mil soldados da União Africana atuavam na região, o que é considerado insuficiente para levar a paz e a segurança a Darfur.

A missão Unamid será controlada pela ONU e terá como objetivo tentar conter a violência na região, que já deixou mais de 200 mil mortos e obrigou 2 milhões de pessoas a deixarem suas casas.

Cooperação

A Unamid deve contar com a participação de até 26 mil militares, mas esse número deve demorar “meses” para ser atingido, segundo o chefe da missão, Rodolphe Adada.

Durante a cerimônia que oficializou a união das duas missões, Adada pediu à comunidade internacional que coopere enviando helicópteros e mais tropas “o mais rápido possível”.

“Estamos determinados a utilizar o maior número de soldados possível para, com eficiência, cumprir a resolução do Conselho de Segurança da ONU”, disse Adada.

A Unamid chega à região num momento em que o governo sudanês acusa tropas do Chade e rebeldes de Darfur de lançarem novos ataques.

Alguns vilarejos no oeste de Darfur estão sob ataque desde sexta-feira. O Chade nega que seus soldados tenham cruzado a fronteira, mas fontes diplomáticas confirmam que algumas áreas estão ameaçadas.

Milícias

As hostilidades se iniciaram em 2003 depois que um grupo rebelde começou a atacar alvos do governo, alegando que a região estava sendo negligenciada pelas autoridades sudanesas em Cartum.

A retaliação do governo veio na forma de uma campanha de repressão. Há relatos de intenso bombardeio de vilarejos por aviões da força aérea, seguidos de ataques das milícias Janjaweed, formadas por africanos muçulmanos de origem árabe.

Refugiados e observadores externos afirmam que há uma tentativa deliberada de se expulsar a população negra africana de Darfur.

O governo do Sudão admite a existência de "milícias de auto-defesa", mas nega que tenha ligações com os Janjaweed e diz que as acusações são exageradas.

Refugiada em DarfurCrise em Darfur
Entenda os mais de três anos de conflito na região do Sudão.
Foto: Cortesia ONG Waging PeaceConflito em Darfur
Desenhos infantis mostram a violência.
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