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Atualizado às: 05 de fevereiro, 2008 - 04h52 GMT (02h52 Brasília)
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ONU condena rebeldes e pede apoio ao governo do Chade
Tanque francês e carro em estrada do Chade
França diz que não vai ampliar operações militares no Chade
O Conselho de Segurança da ONU pediu nesta segunda-feira que os países-membros das Nações Unidas apoiem o governo do Chade, após dois dias de violentos confrontos na capital do país africano, Ndjamena.

O Conselho aprovou uma declaração sem efeito vinculante que, além de solicitar que os países “dêem apoio, de acordo com a Carta das Nações Unidas, conforme seja solicitado pelo governo do Chade”, condena os ataques realizados por rebeldes que querem afastar do poder o presidente Idriss Deby.

Segundo a correspondente da BBC na ONU Laura Trevelyan, a declaração deve ser interpretada pela França como um apoio do Conselho de Segurança ao envolvimento europeu na sua antiga colônia, onde mantém 1,4 mil soldados.

O embaixador dos Estados Unidos na ONU, Zalmay Khalilzad, disse que “ o franceses têm conhecimento e liderança no tocante a este assunto (o Chade) e, caso decidam fazer mais, eles terão o apoio do Conselho de Segurança”.

No entanto, o ministro do Exterior da França, Bernard Kouchner, disse que “espera” que não seja necessário que as forças francesas “intervenham mais” para ajudar o presidente Deby.

“Nós não temos a intenção de colocar as tropas francesas mais em alerta do que já estão ou começar operações militares”, disse.

Refugiados

Kouchner disse que Ndjamena está sob controle do governo, mas os rebeldes permanecem na periferia da capital.

O conflito na cidade provocou a fuga de milhares de pessoas, muitas das quais cruzaram um rio que marca a fronteira entre o Chade e o Camarões.

Um representante local da Agência de Refugiados da ONU disse que milhares de pessoas vindas do Chade estavam chegando à cidade camaronesa de Kousséri e que a expectativa é de que muitas outras chegassem.

A violência no Chade começou no sábado, quando rebeldes tomaram o controle de vastas áreas de Ndjamena e se aproximaram do Palácio Presidencial.

Idriss Deby assumiu o poder em um golpe de Estado em 1990, vencendo três eleições desde então – embora a legitimidade dos pleitos tenha sido contestada.

Desde janeiro de 2008, uma força de paz da União Européia, liderada pelas tropas francesas, está estacionada no país para proteger refugiados que fugiram de Darfur – uma região no vizinho Sudão que vem sendo palco de violentos conflitos.

O Chade acusa o governo sudanês de apoiar os rebeldes chadianos para impedir que os 3,7 mil soldados da força de paz européia atuem na região da fronteira sudanesa.

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