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Atualizado às: 21 de janeiro, 2008 - 17h21 GMT (15h21 Brasília)
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ONU alerta para possível falta de alimentos em Gaza
Palestina espera na porta do centro de distribuição de alimentos da ONU em Gaza
A maioria dos moradores de Gaza depende de ajuda humanitária
A agência da ONU responsável por levar ajuda humanitária aos refugiados palestinos advertiu nesta segunda-feira que será forçada a paralisar o envio de comida à Faixa de Gaza dentro de alguns dias se Israel mantiver o fechamento das fronteiras do território.

Segundo o porta-voz da agência Christopher Gunness, o órgão está ficando sem combustível para seus veículos e geradores e sem material para fazer seus sacos de comida.

Israel fechou as fronteiras da Faixa de Gaza na noite de quinta-feira em resposta a ataques de militantes no território, que lançaram foguetes contra alvos israelenses.

Com a redução do suprimento de combustível no território, a única usina de geração de energia de Gaza teve que ser desligada na noite de domingo.

Geradores a diesel estão sendo usados para manter funcionando hospitais, mas teme-se que o óleo acabe logo.

Vida "desconfortável"

Segundo as Forças Armadas israelenses, mais de 200 foguetes e tiros de morteiro lançados de Gaza atingiram Israel desde uma incursão israelense contra militantes na terça-feira, que deixou 18 palestinos mortos.

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse que a intenção de Israel não é provocar uma crise humana, e sim deixar desconfortável a vida das pessoas em Gaza.

"Por mim, todos os residentes de Gaza podem ficar andando e sem combustível para seus carros, porque eles têm um governo assassino, que não deixa o sul de Israel em paz", disse.

Mas a União Européia criticou a medida israelense e disse que o país está "punindo coletivamente" todos os moradores do território, controlado desde junho passado pelo Hamas – facção palestina considerada uma organização terrorista por Israel.

A maioria do total de 1,4 milhão de pessoas que moram em Gaza depende de ajuda humanitária para sobreviver.

"Catástrofe"

No Cairo, representantes da Liga Árabe que discutem os efeitos do fechamento das fronteiras de Gaza descreveram a situação no território como "catastrófica".

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, fez um apelo ao governo israelense nesta segunda-feira para que suspenda "o bloqueio a Gaza imediatamente para permitir a entrada de combustíveis e facilitar a vida de pessoas inocentes".

Abbas ainda ameaçou levar a questão ao Conselho de Segurança da ONU se Israel não responder a seu apelo.

Segundo a agência de notícias estatal egípcia Mena, o presidente do Egito, Hosni Mubarak, conversou por telefone com Olmert e advertiu quando aos efeitos humanitários do fechamento das fronteiras de Gaza, pedindo ao primeiro-ministro israelense que pare com as "agressões contra os palestinos".

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