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Negociação para pôr fim à crise fracassa no Quênia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As negociações entre governo e oposição do Quênia para acabar com a crise política do país terminaram sem resultados nesta quinta-feira. O presidente reeleito Mwai Kibaki e o líder de oposição, Raila Odinga, que questionou o resultado das eleições de dezembro, estavam tentando negociar um fim para o impasse, sob mediação do presidente de Gana e da União Africana, John Kufuor. Segundo Kufuor, apesar da falta de resultados, os dois lados concordaram em continuar os trabalhos sob a supervisão de um grupo de personalidades africanas que inclui o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan. "Os dois lados concordaram que é preciso acabar com a violência, os dois condenam a violência e também concordam que é preciso haver diálogo e que este diálogo deve ocorrer sob os auspícios de um grupo de africanos importantes", disse o presidente da União Africana. Novo ministério Partidários do governo e da oposição confirmaram à BBC o fracasso das negociações. Segundo um porta-voz do governo, Kufuor passou horas reunido com Odinga, mas não conseguiu convencer o líder de oposição a se encontrar com o presidente reeleito. Mwai Kibaki, o presidente reeleito em dezembro, afirma que venceu as eleições de forma justa. Mas, a oposição acusa Kibaki de ter fraudado as eleições e defende a realização de uma nova votação. Cerca de 600 pessoas morreram em uma série de protestos e confrontos violentos no país que eclodiram logo depois do anúncio dos resultados das eleições de 27 de dezembro. Ainda nesta quinta-feira os novos ministros de parte do novo gabinete de governo de Kibaki assumiram seus postos. Outros ministérios ainda estão vagos, o que levou à especulação de que seriam oferecidos à oposição. Mas Raila Odinga não reconhece o gabinete de governo e se recusa a participar do governo de Kibaki. |
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