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Atualizado às: 30 de dezembro, 2007 - 09h56 GMT (07h56 Brasília)
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Partido de Bhutto discute seu sucessor na liderança
Ali Zardari, marido de Benazir Bhutto
Ali Zardari, marido de Bhutto, é um dos cotados para sucedê-la
Membros do partido da ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto, morta em um atentado na quinta-feira, estão reunidos neste domingo para discutir quem a sucederá como líder do Partido do Povo do Paquistão (PPP).

Os partidários de Bhutto também devem discutir se participarão das eleições parlamentares marcadas para o dia 8 de janeiro.

O encontro está sendo realizado na casa da ex-premiê, no distrito de Larkana, no sul do país, durante o qual o filho de Bhutto, Bilawal Bhutto, deverá ler o testamento político deixado pela mãe. No documento, ela teria deixado instruções sobre o futuro do PPP.

Correspondentes da BBC no Paquistão dizem que há uma crescente especulação de que o viúvo de Bhutto, Asif Ali Zardari, será seu sucessor na liderança do partido.

Em entrevista à BBC, Zardari disse que “caberá ao partido” decidir se ele será a melhor opção para a liderança do PPP.

“Isso vai depender do partido e do testamento”, disse Zardari.

Ali Zardari desempenhou um papel importante durante as duas vezes em que Bhutto foi primeira-ministra, nos anos 80 e 90. Ele foi libertado sob fiança em novembro de 2004, após passar oito anos na prisão, acusado de corrupção e assassinato.

O vice-líder do PPP e braço direito de Bhutto, Makhdoon Amin Fahim, também está sendo cotado para o posto, junto com o filho da ex-premiê, Bilawal Bhutto, de 19 anos. Membros do PPP, no entanto, afirmam que o estudante da Universidade de Oxford é ainda muito jovem para suceder a mãe.

Novos atentados

Ainda durante o encontro, os partidários de Bhutto vão discutir a participação do PPP nas eleições parlamentares marcadas para o dia 8 de janeiro.

Neste sábado, o ex-procurador-geral do Paquistão e membro do PPP Iqbal Haider, disse à BBC que o pleito deveria ser adiado, o que também tem sido defendido pelo principal adversário político de Bhutto, o ex-premiê Nawaz Sharif.

A Comissão eleitoral paquistanesa convocou para a segunda-feira uma reunião para discutir o impacto da morte de Bhutto sobre as eleições parlamentares.

O ministro interino da Informação, Nisar Memon, disse à BBC que o país “continua no caminho da transição democrática”, mas que a decisão de adiar ou não as eleições seria tomada após consultas com os partidos políticos.

A polícia paquistanesa disse neste domingo que suspeita que dois homens-bomba tenham tentado matar outra figura política do Paquistão.

De acordo com as fontes policiais, dois homens detonaram os explosivos, talvez prematuramente, próximo à casa de Muhammad Ejaz-ul-Haq, ex-ministro para assuntos religiosos. Com exceção dos suicidas, ninguém ficou ferido no ataque.


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