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Atualizado às: 09 de dezembro, 2007 - 20h49 GMT (18h49 Brasília)
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Mantega: Banco do Sul será lançado em 2008

Guido Mantega em Buenos Aires (Foto: Antônio Cruz/Abr)
Segundo Mantega, Banco do Sul recursos próprios para financiamento de 'desenvolvimento e integração' da região
O ministro da Fazenda Guido Mantega disse que o Banco do Sul será lançado no primeiro semestre de 2008, mas reconheceu que ainda faltam muitos detalhes que precisam ser definidos para sua realização.

Já está definido, segundo Mantega, que a sede da instituição financeira será Caracas, na Venezuela, com uma subsede em Buenos Aires.

O ministro negou que a idéia do banco seja do presidente da Venezuela Hugo Chávez. E justificou: "A sede será em Caracas porque o presidente Chávez é um entusiasta da idéia".

Mantega disse que o objetivo é que o Banco do Sul seja uma espécie de Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) da América do Sul, com recursos próprios para financiamento de "desenvolvimento e integração" da região.

"Não tem nada a ver com o FMI. Será mais um banco de crédito como o Banco Mundial e o BID, mas com uma grande diferença, será controlado pelos países da América do Sul", afirmou.

"Este banco vai aumentar a concorrência e poderá provocar a queda nas taxas de juros dos empréstimos para este fim (dos créditos para desenvolvimento e integração da região)", acrescentou Mantega.

Sete países

Estava prevista a presença do novo diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, na cerimônia de lançamento desta instituição financeira.

A previsão é de que os presidentes de sete países da região assinem neste domingo a ata de lançamento do banco, que deverá ter 60 dias para definir, por exemplo, qual seu capital inicial e qual o percentual de recursos com que cada país entrará nesta sociedade financeira.

Os países que participam desta assinatura são Brasil, Venezuela, Argentina, Bolívia, Equador, Uruguai e Paraguai.

O ministro Mantega disse que a exigência do governo brasileiro é que o banco não sofra influências ou pressões políticas de nenhum governo.

O ministro explicou que, no caso do Brasil, os recursos sairão da "base orçamentária". Mas disse que também será possível a emissão de títulos para capitação de recursos no mercado financeiro.

Segundo fontes do governo argentino, o banco deverá ter capital inicial entre US$ 3 bilhões e US$ 7 bilhões. Recentemente o embaixador argentino para a Integração, Eduardo Sigal, disse que Brasil, Argentina e Venezuela - nesta ordem - entrariam com a maior parte dos recursos deste banco.

Mantega, porém, não deu detalhes desta proporcionalidade.

O ministro lembrou que o estatuto do banco ainda será escrito com os detalhes do seu funcionamento.

Inicialmente se sabia que a partir de agora os governos terão 60 dias para traçar estes detalhes.

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