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Atualizado às: 22 de outubro, 2007 - 00h10 GMT (21h10 Brasília)
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'Brasil está mais resistente a turbulências', diz Meirelles

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles (foto arquivo)
Henrique Meirelles está em Washington e participou da reunião do FMI
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse neste domingo em Washington, que o Brasil está mais "resistente a turbulências internacionais".

Meirelles participou no fim de semana da reunião do FMI e do Banco Mundial, realizada na capital americana. Os comentários dele foram feitos em uma cerimônia na qual recebeu o prêmio de "Banqueiro Central do Ano", entregue pela revista econômica britânica Euromoney.

A suposta resistência brasileira, de acordo com o presidente do Banco Central, se deu graças ao desempenho das reservas brasileiras, "que vêm sendo administradas de uma forma que é considerada uma das melhores do mundo".

"O desempenho dos papéis brasileiros está cada vez maior. Antes, existia uma direta correlação entre a aversão a riscos do mercado internacional e o risco Brasil. Todas as vezes em que a aversão a riscos aumentava, o risco Brasil aumentava muito. Desta vez (na mais recente crise nos mercados financeiros mundiais), a aversão a riscos aumentou muito, mas o risco Brasil aumentou pouco e depois voltou para onde estava antes."

"Isto é, o Brasil mostra cada vez mais na prática que está mais resistente a turbulências internacionais. O Brasil está mais preparado do que antes e mais preparado do que muitos outros países."

Meirelles comentou que ainda perduram temores em relação a uma possível crise econômica nos Estados Unidos. "Estamos aguardando com a maior seriedade o que se passa nos Estados Unidos. Existe ainda preocupação com recessão da economia americana."

Fundo soberano

O presidente do BC endossou a idéia apresentada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o Brasil vai acumular reservas que seriam usadas na criação de um fundo soberano, que serviria para governo investir recursos na eventualidade de uma crise financeira de grandes proporções.

Mas Meirelles refutou a idéia de que o fundo poderá fazer um uso alternativo das reservas do país. "Em primeiro lugar, é importante mencionar que os conceitos são diferentes entre as reservas internacionais do Brasil que, por lei são gerenciadas pelo Banco Central, fazem parte dos ativos do banco e que visam oferecer uma proteção financeira ao país."

"Um outro conceito que começou a ser desenvolvido por outros países é o de fundo soberano de investimentos. É uma entidade que visa fazer investimentos, mas investimentos de conteúdo estratégico, não apenas de liquidez."

Segundo o titular do BC, o fundo soberano contará com uma "administração própria", que será separada do Banco Central.

"O fundo soberano de investimentos será constituído depois que as reservas atingirem um determinado nível, que ainda não foi estabelecido e seu uso está em processo de definição."

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