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FMI vê crescimento global 'sem precedentes' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Fundo Monetário Internacional (FMI) acredita que o crescimento econômico mundial está sendo ''compartilhado por todos os países de uma forma sem precedentes''. No recém-divulgado capítulo As Mudanças nas Dinâmicas do Ciclo de Negócios Globais do relatório Panorama Econômico Mundial, que será lançado na próxima semana, o fundo afirma que a atual diminuição de volatilidade, o aumento da estabilidade e a duração dos ciclos de expansão econômica são reflexos que podem se mostrar duradouros. Mas acrescenta que ''a volatilidade em média baixa não descarta a possibilidade de que ocorram eventuais recessões''. Segundo o FMI, ''a tarefa de manter expansões exige que os autores de políticas econômicas se adaptem, porque os processos de comércio e de globalização financeira podem ter gerado novos riscos e vulnerabilidades''. Como exemplo, o fundo cita que ''as perdas associadas ao elevado grau de investimentos no mercado de hipotecas 'subprime' [de alto risco] dos Estados Unidos geraram tensões no setor bancário de várias economias avançadas, causando preocupações em relação a uma possível crise de crédito''. O estudo afirma que ''a economia global está agora em seu quinto ano de forte expansão'', o maior período de crescimento sustentável desde o final da década de 60 e o início dos anos 70. E acrescenta que um dos fenômenos particularmente ''únicos'' do atual período, é que ''o forte cresimento está sendo compartilhado pela maior parte dos países, como prova da dispersão do crescimento por diversos países. Em outras palavras, virtualmente todos países estão indo bem''. O relatório diz que, entre as economias avançadas, as recessões profundas praticamente desapareceram após o período da Segunda Guerra Mundial. Mas acrecenta que nos mercados emergentes e nas economias em desenvolvimento, ''a tendência por ciclos de negócios dinâmicos têm tido resultados mais mistos''. O documento identifica a expansão da China e da Índia como sendo similar ao do crescimento no pós-guerra do Japão, Europa ocidental e as novas nações industrializadas da Ásia. Mas adverte que ''em contraste, as maiores economias da América Latina (Argentina, Brasil, Chile e México), não vêem um aumento na duração de seus períodos de expansão desde os anos 70, devido a recorrentes crises fiscais e financeiras.'' |
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