BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 09 de dezembro, 2007 - 12h37 GMT (10h37 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Política externa argentina mais ativa é melhor, diz Amorim
No dia do anúncio da criação do Banco do Sul e na véspera da posse da nova presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, o chanceler brasileiro Celso Amorim defendeu que o país vizinho tenha uma política externa mais ativa, em entrevista ao jornal El Clarín.

"Quanto mais ativa melhor, porque abrirá mais oportunidades para todos os demais países da região", afirmou.

"Há gente no Brasil que pensa que nosso país deveria buscar caminhos por conta própria. Mas nós acreditamos que trabalhar junto com a América do Sul nos fortalece."

Amorim disse que a Argentina viveu um momento "de maior introspecção" nos últimos anos, dando prioridade a recuperar sua economia após a crise de 2001.

Venezuela

Na entrevista, o chanceler também voltou a defender a entrada da Venezuela no Mercosul.

"Veja a maneira democrática com que se deu o referendo (de domingo passado, que derrotou a proposta do governo por uma reforma constitucional). Foi uma lição para quem gosta de atacar a América Latina", afirmou Amorim.

"Os venezuelanos não importam seus produtos agrícolas nem do Brasil nem da Argentina, mas sim dos Estados Unidos. Creio que Argentina e Brasil podem trabalhar muito junto com a Venezuela, em seu desenvolvimento industrial e agrícola", disse.

"O que escuto é que os Estados Unidos estão muito felizes de que o Brasil tenha uma boa relação com a Venezuela."

Mercosul

Para Amorim, o Mercosul deveria englobar todos os países "do Caribe até a Patagônia".

"O que queremos é um espaço econômico comum para ter mais forças diante do mundo... E isso nos daria uma grande força, mantendo a espinha dorsal nas relações entre o Brasil e a Argentina, que são as economias maiores e mais avançadas."

"Confio muito no futuro do Mercosul", declarou.

Perguntado sobre como vê o impacto para a economia latino-americana de uma possível vitória dos democratas nas eleições americanas em 2008, o chanceler disse que não deve haver muitas diferenças.

"Os democratas têm fama de ser mais protecionistas, mas no ponto principal que discutimos hoje, que é a agricultura, não há diferenças entre republicanos e democratas", afirmou. "Haverá nuances, mas não vai mudar muito."

Cristina Fernández de Kirchner em entrevista depois de eleita (foto: AP/Presidência da Argentina)Argentina
Cristina defende ampliação do Mercosul.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade