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Colômbia quer apoio de Sarkozy para acordo com as Farc | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo colombiano anunciou nesta terça-feira que vai buscar o apoio do presidente francês, Nicolas Sarkozy, para estabelecer um acordo comunitário com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), com objetivo de obter a libertação de cerca de 50 reféns em poder da guerrilha. O anúncio foi feito pelo presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, e pelo alto comissário para Paz da Colômbia, Luis Carlos Restrepo, durante uma reunião com membros da Comissão de Paz da Câmara dos Deputados colombiana. Sarkozy já manifestou seu interesse pela libertação da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, de nacionalidades colombiana e francesa. Ela foi seqüestrada em fevereiro de 2002. Restrepo pretendia viajar para Paris ainda na noite de terça-feira para reunir-se com Sarkozy, mas teve de adiar a viagem por problemas com a agenda da presidência francesa. “Queremos obter toda a colaboração e apoio da França neste novo passo. A França é nossa aliada natural na busca desta solução humanitária”, disse Restrepo. A iniciativa se segue à divulgação, na sexta-feira passada, de um vídeo que traz provas de vida de Betancourt e de outros reféns em poder das Farc. Reunião com as Farc O apoio que o governo colombiano buscará na França será diferente da mediação que vinha sendo feita pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, segundo informaram fontes do palácio presidencial à BBC Mundo, sem precisar detalhes. Na semana passada, Chávez anunciou o “rompimento” das relações com a Colômbia depois que o presidente colombiano, Alvaro Uribe, deu por encerrada a mediação de Chávez na busca por um acordo humanitário com a guerrilha. Uribe justificou a decisão, alegando que Chávez teria falado por telefone com o comandante do Exército colombiano, Mario Montoya, desrespeitando assim um acordo entre os dois, segundo o qual o líder venezuelano não poderia se comunicar diretamente com o alto comando militar colombiano. Novas negociações Durante a reunião na Câmara dos Deputados, Restrepo disse que estaria disposto a reunir-se com representantes das Farc para propor uma possível troca de guerrilheiros presos por reféns. O presidente da Comissão de Paz da Câmara dos Deputados, Maurico Lizcano, disse à BBC Mundo que o governo colombiano estaria propenso a permitir que um eventual enviado especial de Sarkozy participasse da reunião entre Restrepo e as Farc. O governo colombiano também já teria pedido ao grupo que envie uma lista com os nomes dos guerrilheiros que gostariam de trocar por um grupo de cerca de 50 reféns, entre eles, políticos, militares, policiais e três cidadãos americanos. Os anúncios foram bem recebidos pelos parlamentares colombianos, inclusive os de oposição, e considerados um avanço. "Há cinco anos que o governo se recusa a se reunir com as Farc”, disse o Wilson Borja, deputado da oposição. |
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