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Farc desmentem plano para libertar refém
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) desmentiram na noite dessa terça-feira todas as versões publicadas pela imprensa nas duas últimas semanas sobre a possibilidade de liberação da ex-candidata à Presidência do país Ingrid Betancourt. Por meio de um comunicado, as Farc disseram que não entraram em contato com familiares da seqüestrada ou com funcionários do governo francês e que desconhecem toda a movimentação ocorrida entre os dias 9 e 13 de julho em território brasileiro. O que ocorreu foi obra da inteligência militar encabeçada pelo presidente Álvaro Uribe, com a finalidade de enganar as boas intenções humanitárias dos franceses, diz o documento assinado pelo secretariado (a cúpula) do grupo guerrilheiro. As Farc também reafirmaram sua política oficial de só libertar seqüestrados políticos e militares por meio da troca por guerrilheiros presos ou dentro do previsto em um acordo humanitário. Aguardando resposta Com essa finalidade, já fizemos nossas exigências ao governo e estão nomeados os três negociadores, diz o documento. Seguimos sem receber a resposta oficial do governo. Há pouco mais de uma semana, a revista Carta Capital publicou a primeira de uma série de duas reportagens denunciando a presença no Brasil de um avião militar francês que, supostamente, seria usado na libertação de Ingrid e a transportaria à França. A ex-candidata à Presidência colombiana é mantida prisioneira pelas Farc desde fevereiro do ano passado. De acordo com o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, o governo brasileiro somente foi avisado da presença da delegação francesa três dias depois da chegada dela ao Brasil. Assim que soubemos do motivo da missão deles no Brasil, pedimos para que eles se retirassem, afirmou Amorim na última sexta-feira, durante visita a Bogotá. Segundo o ministro, as autoridades francesas foram comunicadas oficialmente do desconforto causado pela operação realizada na Amazônia brasileira. Familiares Familiares de Ingrid Betancourt confirmaram que tiveram contato com um representante da guerrilha e que estiveram em território brasileiro para acompanhar a libertação da ex-candidata. De acordo com eles, o avião francês foi enviado a Manaus (AM) com uma equipe de médicos a pedido da família. Temos recebido informações de que ela está muito doente, disse Juan Carlos Lecompte, marido de Ingrid. Desconfiamos que a guerrilha queria libertá-la por causa disso.
Lecompte disse ainda que a reportagem da revista Carta Capital teria causado o fracasso da tentativa de liberação de Ingrid. O padre Gonzalo Arango, que participou como mediador da fracassada operação entre os familiaras da seqüestrada e a guerrilha, disse nesta terça-feira que a seqüestrada estaria em um local entre os rios Putumayo e Amazonas, em território brasileiro. Segundo Arango, as Farc nunca exigiram dinheiro em troca da libertação da ex-candidata. Ele também nega a informação de que a guerrilha teria exigido tratamento médico para Raul Reyes, membro da cúpula das Farc, como condição para liberá-la. A única exigência das Farc foi a soma de US$ 2,5 mil para consertar a lancha em que eles transportavam a Ingrid, explicou. Eu mesmo consegui o dinheiro, e depois os familiares de Ingrid me ressarciram em Bogotá. De acordo com ele, a entrega da refém não foi concretizada porque os franceses se precipitaram ao enviar um avião grande a Manaus e outro pequeno a cidade de São Paulo de Olivenza (AM) para uma espera que era incerta. O padre disse também que ninguém tinha certeza da liberação. |
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