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"Vamos aceitar o resultado", diz Chávez sobre referendo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse neste domingo que aceitará o resultado "seja ele qual for" do referendo que decide sobre a modificação de 69 artigos da Constituição. "Vamos aceitar o resultado, seja ele qual for. Esta jornada eleitoral é um triunfo para a democracia venezuelana. Aqui se cumprirá a vontade popular", disse Chávez logo após votar em uma escola no bairro periférico 23 de Enero, onde chegou no início da tarde acompanhado por sua família. Os venezuelanos passaram o domingo votando no país. As mesas de votação foram abertas oficialmente às 6 horas, com atrasos em alguns centros de votação. A votação terminou às 16h (18h de Brasília). Agora, o país aguarda com expectativa a divulgação dos resultados oficiais do referendo. Segundo fontes do governo, uma pesquisa não-oficial de boca-de-urna indica que a reforma constitucional será aprovada com uma margem de até oito pontos de vantagem. No entanto, o Conselho Nacional Eleitoral - órgão que organiza o referendo - não confirma a informação. Um grupo de simpatizantes do governo já comemora do lado de fora do Palácio de Governo, em Caracas. A oposição ainda não se pronunciou se aceitará ou não os resultados, no caso de a reforma efetivamente ser aprovada. Jornada eleitoral Os venezuelanos madrugaram neste domingo para ir às urnas definir se aprovam ou não a reforma constitucional proposta por Chávez. Às 3h da manhã, se escutou em vários pontos da capital Caracas fogos artificiais e o toque da Diana, sinal característico dos simpatizantes do governo, dando a abertura extra-oficial à jornada eleitoral. No leste da capital, reduto das classes média e alta, às 9h da manhã, havia poucas pessoas votando. Em média os eleitores esperavam cinco minutos na fila e pouco mais de um minuto para depositar seu voto na urna eletrônica. A aposentada Violeta Clemente disse à BBC Brasil que está contra a reforma porque não quer um país socialista. "Não queremos outra Cuba. Não quero socialismo. Não quero Chávez no poder por toda a vida", disse Violeta, ao sair do centro eleitoral Don Bosco, no bairro de Altamira. Neste referendo em que a disputa tende a ser acirrada, a abstenção será o inimigo, tanto do governo, como da oposição. "O que se estou vendo é decepcionante, há poucas pessoas votando. Se não participamos, não podemos derrotar a reforma e não dá pra lamentar depois", disse à BBC Brasil o eleitor Ricardo Dias, economista. Do outro lado da cidade, em Petare, a maior favela urbanizada da América Latina, com mais de um milhão de moradores, a maioria dos eleitores ouvidos pela BBC Brasil apoiavam o projeto de reforma constitucional. "Estamos lutando pelo futuro da Venezuela e por nosso direito à viver melhor como pobres", disse Patricia Rivera, decoradora, enquanto distribuia café na fila de votação. "Temos que manter o pessoal animado", brincou. A empregada doméstica Miriam Barrio disse que "pela primeira vez um presidente tomará em conta as domésticas. Antes trabalhávamos 30 anos na casa do outros e saíamos sem nenhum direito trabalhista. Com a reforma também seremos beneficiadas", explicou. Miriam se refere à proposta de inclusão dos trabalhadores informais como beneficiários do seguro social. Outra proposta popular é a que prevê a redução da jornada de trabalho de 40 para 36 horas semanais. O voto na Venezuela é facultativo. Mais de 16 milhões de venezuelanos estão inscritos no registro eleitoral e poderão participar do referendo. |
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