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Novos confrontos na França deixam 64 policiais feridos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos 64 policiais ficaram feridos em novos confrontos violentos entre cerca de 300 jovens e a polícia na noite de segunda-feira, no subúrbio de Villiers-le-Bel, ao norte de Paris. Encapuzados, os jovens enfrentaram os policiais lançando coquetéis molotov, garrafas, pedras e pedaços de pau. A polícia contra-atacou com balas de borracha e gás lacrimogêneo. Ao menos 63 carros e inúmeros prédios públicos e lojas foram incendiados. Os confrontos ocorrem um dia após a morte de dois adolescentes que estavam em uma moto que bateu contra uma viatura policial. Outras periferias Os choques são os mais graves registrados na França desde 2005, quando uma forte onda de violência se alastrou por subúrbios de todo o país, iniciada por motivo semelhante - a morte de dois adolescentes em uma situação envolvendo a polícia. Os confrontos atuais também dão sinais de que começam a se espalhar por outras periferias da capital. Atos de vandalismo foram registrados em cinco cidades da região de Villiers-le-Bel (Val d’Oise) e também em Essone, onde um ônibus e um caminhão foram queimados. Em razão dos distúrbios da véspera, a segurança havia sido reforçada em Villiers-le-Bel, onde ocorreu o acidente de moto. No total, 160 agentes anti-rebelião foram enviados ao local, mas a tropa especial não conseguiu impedir que vários carros e prédios fossem queimados pela segunda noite consecutiva. Um ginásio de esportes, uma escola maternal e uma biblioteca também foram incendiados. Na noite de segunda-feira, os jovens se instalaram em uma rotatória próxima ao lugar do acidente de moto e se protegeram da polícia utilizando tampas de lixo e portas arrancadas dos carros como “escudos”. Dois caminhões de bombeiros, que tentavam apagar incêndios em carros e lixeiras, tiveram de recuar por causa da chuva de projéteis. Sarkozy A gravidade da situação levou o presidente francês, Nicolas Sarkozy, atualmente em visita à China, a pedir calma aos moradores da região. “Desejo que todos se tranqüilizem e deixem a Justiça determinar a responsabilidade dos envolvidos no acidente”, afirmou Sarkozy. A polícia alega que os dois adolescentes, que não usavam capacetes, não respeitaram a prioridade no trânsito e se chocaram, por imprudência, contra a viatura, que circulava normalmente. Os jovens de Villiers-le-Bel, com apoio de moradores, afirmam que a polícia não socorreu as duas vítimas. Os primeiros elementos da investigação indicam que teria ocorrido um acidente de trânsito e que a polícia teria tentado socorrer os adolescentes, segundo a procuradora de Pontoise, Marie-Therèse de Givry. |
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