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França estima em até R$ 1 bi por dia prejuízo por greve | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
No sétimo dia da greve nos transportes públicos na França, que está causando prejuízos entre R$ 750 milhões e R$ 1 bilhão por dia, segundo estimativas do Ministério da Economia, o funcionalismo público do país também decidiu realizar uma paralisação que causou perturbações nas escolas, hospitais e aeroportos. Enquanto os ferroviários, metroviários e motoristas de ônibus protestavam contra a reforma de seu regime de aposentadoria, os servidores de outras categorias exigiam aumentos salariais e tentavam evitar as 23 mil demissões previstas no próximo ano. A mobilização do funcionalismo público em geral, prevista para durar 24 horas, não registrou, no entanto, uma forte taxa de adesão. Segundo o Ministério da Função Pública, 30% dos servidores participaram da greve nesta terça. A greve foi marcada para o dia em que o Parlamento francês deveria votar o orçamento de 2008, que já incluiria a eliminação de cargos do funcionalismo nas contas dos gastos do governo. Números diferentes Sindicatos e governo divulgaram números diferentes em relação às diversas categorias. De acordo com o governo, 39% dos professores participaram da greve nesta terça. Para as organizações sindicais, 60% dos professores, em média, participaram da mobilização. Mas mesmo os números do governo indicam a maior paralisação de professores no país nos últimos quatro anos, desde a votação da reforma das aposentadorias dos funcionários públicos, que passaram a ter de trabalhar 40 anos, como no setor privado. É justamente na Educação que estão previstas a maioria das demissões: 11,2 mil. Nos aeroportos parisienses de Orly e Charles de Gaulle, a greve dos operadores de vôo provocou cancelamentos de vôos e atrasos que chegam a 45 minutos. Várias passeatas que reuniram os funcionários dos transportes públicos e servidores em geral, de estatais dos setores de gás e energia ocorreram em todo o país. Os sindicatos afirmam que 700 mil pessoas participaram de passeatas em várias cidades de todo o pais durante o dia. Mas, segundo a polícia, foram 350 mil manifestantes. Sem transporte Nos transportes públicos, a situação para os usuários continua complicada, principalmente na região de Paris e sua periferia, apesar do aumento no número de trens em circulação. Segundo a SNCF, estatal do setor ferroviário, 27% dos trabalhadores estavam em greve nesta terça, número praticamente equivalente ao do dia anterior, mas bem inferior ao do início da greve, há uma semana, que foi de 61%. Metade dos trens de grande velocidade TGV e regionais circularam nesta terça. Mas os trens de periferia, como os que ligam a capital aos aeroportos, continuam cancelados ou funcionando a conta-gotas. No metrô de Paris a situação também é caótica, com cerca de 20% a 25% das linhas funcionando, apesar de a direção da empresa informar que o número de grevistas atinge 18% da categoria. Em algumas linhas que operam, o tempo de espera pode chegar a 35 minutos. Apenas 40% dos ônibus estão circulando na capital. O governo francês continua inflexível e condiciona a melhoria na circulação de trens e metrôs para participar da reunião prevista amanhã entre sindicatos e as direções das estatais do setor de transportes. Segundo o site do jornal Le Monde, o presidente Nicolas Sarkozy deve fazer um pronunciamento na TV nos próximos dias para anunciar medidas que aumentariam o poder aquisitivo das categorias que realizam greves. Os jornais franceses também não chegaram às bancas nesta terça em razão de outra greve, que envolve o setor privado, a dos empregados do setor gráfico na França. |
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