|
Sarkozy propõe nova reforma da Previdência | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse nesta terça-feira que pretende fazer uma reforma do sistema de previdência da França, mudando as regras que afetam cerca de meio milhão de trabalhadores que recebem aposentadorias especiais. A maioria dos beneficiados por essas aposentadorias é formada por funcionários públicos ligados a empresas de transporte ferroviário, ao metrô de Paris e a distribuidoras de energia elétrica. Sarkozy disse que não é justo que esses profissionais possam se aposentar mais cedo do que outros e, além disso, receber aposentadoria integral. "No mínimo, o objetivo deve consistir em alinhar esses regimes especiais (de previdência) com o do serviço civil, que foi reformado em 2003", disse. Protestos Por duas vezes, em 1993 e 2003, foram feitas reformas previdenciárias na França, mas nessas ocasiões não houve mudanças nos regimes de aposentadoria diferenciados por temores de protestos em massa dos profissionais afetados. A última vez em que o governo francês tentou mexer nesses regimes foi em 1995, quando o então primeiro-ministro Alain Juppé foi obrigado a voltar atrás em seus planos, em meio a uma onda de manifestações. Desta vez, porém, pesquisas de opinião indicam que a maior parte da opinião pública apóia o governo. Sarkozy criticou a "generosidade" do sistema de previdência pública da França e disse que suas pensões são tão substanciais que desestimulam os beneficiados a trabalhar – em um momento em que, segundo o presidente, a França precisa trabalhar mais. O presidente francês prometeu que as mudanças na previdência serão negociadas com os sindicatos e com as empresas, mas disse que espera que elas ocorram nos próximos meses. 35 horas e imigração O presidente também disse que gostaria de mudar as condições da lei que prevê a jornada de trabalho de 35 horas semanais na França. Segundo a lei, qualquer trabalho feito depois de completadas as 35 horas da semana é considerado hora extra. Como o pagamento de horas extras é muito oneroso, as empresas tentam evitar isso, dando folgas compensatórias para os funcionários que trabalham a mais. Sarkozy defendeu o direito de o assalariado escolher se quer receber em dinheiro pelas horas extras trabalhadas em vez de receber folgas compensatórias, mas não deu mais detalhes sobre como a mudança ocorreria na prática. Também nesta terça-feira, o Parlamento francês debateu uma proposta para endurecer as condições de entrada na França de pessoas que queiram viver junto com seus familiares imigrantes que já residam no país. Segundo o novo projeto de lei, os imigrantes terão que provar que podem falar francês. Em alguns casos, testes de DNA dos candidatos a um visto seriam exigidos para provar a legitimidade dos laços com o parente que vive na França. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Sarkozy critica 'brutalidade' russa na política externa27 agosto, 2007 | BBC Report Sarkozy diz apoiar Brasil em vaga de conselho da ONU27 agosto, 2007 | BBC Report Sarkozy defende castração química de pedófilos20 agosto, 2007 | BBC Report Bush recebe presidente francês em almoço informal11 de agosto, 2007 | Notícias Sarkozy se irrita com fotógrafos durante férias nos EUA06 de agosto, 2007 | Notícias Sarkozy vai à Líbia após libertação de búlgaros25 julho, 2007 | BBC Report França e Líbia assinam acordo de cooperação nuclear26 julho, 2007 | BBC Report Sarkozy vai quebrar tradição de perdoar presos08 de julho, 2007 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||