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Atualizado às: 27 de agosto, 2007 - 17h53 GMT (14h53 Brasília)
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Sarkozy critica 'brutalidade' russa na política externa
O presidente da França, Nicolas Sarkozy
Sarkozy ressaltou importância da amizade com os Estados Unidos
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, criticou nesta segunda-feira a forma como a Rússia tem se comportado no cenário internacional e acusou o governo russo de adotar "uma certa brutalidade" na sua política externa.

"A Rússia está, com uma certa brutalidade, impondo seu retorno ao cenário mundial ao tirar vantagem de suas posses, especialmente petróleo e gás", disse o presidente francês em um discurso sobre política internacional.

"Por outro lado, o mundo, e especialmente a Europa, espera que a Rússia contribua de forma significativa para a resolução dos problemas atuais", acrescentou. "Quando se é uma grande potência, é necessário deixar de lado a brutalidade."

No discurso, Sarkozy também se mostrou crítico em relação à política externa americana, mas salientou a importância da amizade entre França e Estados Unidos.

"Os Estados Unidos têm sido incapazes de resistir à tentação de recorrer unilateralmente à força e tristemente fracassam em mostrar na proteção ao meio ambiente a capacidade de liderança que insistem em mostrar em outras áreas."

Iraque

Ao ressaltar que a França permanece sendo contra a guerra no Iraque, Sarkozy defendeu a adoção de um cronograma para a retirada de tropas estrangeiras do país.

Segundo o presidente francês, isso forçaria os partidos iraquianos a aceitar a responsabilidade pelo futuro do próprio país. "Só então, e apenas então, a comunidade internacional, começando pelos países da região, vai poder ser o mais útil possível. A França, por sua parte, estará pronta."

"Só pode haver uma solução política (para o Iraque) e essa solução política vem por meio da marginalização de grupos extremistas e por um legítimo processo de reconciliação", disse.

Em meio ao discurso de Sarkozy, o ministro francês do Exterior, Bernard Kouchner, se disse disposto a pedir desculpas "por ter se intrometido" em assuntos internos no Iraque.

Na semana passada, Kouchner disse que o governo iraquiano "não estava funcionando" e que o primeiro-ministro iraquiano, Nouri Al-Maliki, deveria ser substituído.

"Eu acho que ele (Maliki) me entendeu mal", afirmou o ministro francês. "Se o primeiro-ministro quiser que eu peça desculpas por ter interferido tão diretamente em assuntos iraquianos, eu o farei de boa vontade."

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