BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 18 de junho, 2007 - 11h20 GMT (08h20 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Sarkozy obtém mandato 'para impor reformas'
Nicolas Sarkozy
As eleições parlamentares foram marcadas por baixa participação
O UMP (União por um Movimento Popular), partido do presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse que irá levar adiante o seu ambicioso programa de reformas depois de conquistar a maioria nas eleições parlamentares de domingo.

Apesar de não ter conseguido a maioria esmagadora prevista nas pesquisas, o partido de centro-direita afirma ter conquistado um mandato com força para implementar as reformas.

O UMP conseguiu 313 cadeiras na câmara baixa do legislativo francês, a Assembléia Nacional, que tem 577 deputados. Os socialistas conseguiram mais do que o esperado, 186 vagas - o que significa um aumento de 37 deputados do Partido Socialista no Parlamento.

Um dos maiores derrotados na eleição foi o ex-primeiro-ministro Alain Juppé, que era tido como o homem forte do governo Sarkozy. Ele renunciou ao cargo de ministro da Ecologia e Desenvolvimento Sustentável depois de perder sua vaga no Parlamento.

O novo partido centrista Movimento Democrático (MoDem), do ex-candidato à presidência François Bayrou, segundo as pesquisas, deveria conseguir apenas duas cadeiras. O partido de extrema direita, Frente Nacional, de Jean-Marie Le Pen, não deve conseguir vagas no Parlamento.

Impostos

Cerca de 44 milhões de eleitores fizeram neste domingo a escolha entre os 933 candidatos nas 467 regiões eleitorais em que não foram eleitos deputados no primeiro turno, em 10 de junho.

O comparecimento dos eleitores franceses foi baixo, cerca de apenas 60%. O primeiro turno também havia sido marcado por uma abstenção alta, de quase 40% do eleitorado.

Segundo analistas, o UMP pode ter sofrido perdas depois que os socialistas destacaram os planos do governo para o aumento de impostos.

Mas o primeiro-ministro de Sarkozy, François Fillon, disse que o resultado das eleições deste domingo valida os planos do novo governo para modernizar a França e sua economia.

"Sua participação resultou em uma escolha clara e coerente, que vai permitir que o presidente da República implemente seu projeto", disse.

O líder dos Socialistas, François Hollande, por sua vez, afirmou que o resultado foi "bom para o país".

"A onda azul (em referência às previsões de uma vitória esmagadora dos conservadores) que foi prevista... não aconteceu. Na nova assembléia vai haver diversidade e pluralismo", disse.

Separação

Mas, para muitos socialistas franceses, a grande notícia do fim de semana não foi o resultado melhor que o esperado nas urnas, e sim a separação da candidata derrotada à Presidência pelo partido.

Em uma entrevista a uma emissora de rádio, Ségolène Royal anunciou neste domingo que ela e Hollande não são mais um casal.

A ex-candidata e o líder dos socialistas, que têm quatro filhos, se conheceram na faculdade, a École Nationale d’Administration – conhecida por ser um dos principais centros de formação de políticos do país. Eles eram tidos como o “casal dourado” dos socialistas.

“Todos os casais têm as suas dificuldades, e nós tivemos as nossas (…), e agora nós estamos indo para uma nova fase”, disse Ségolène na entrevista.

Detalhes da relação devem ser revelados pela política em um livro que ela lança nesta semana, em que diz que Hollande teve um caso e que pediu a ele que saísse de casa.

NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade