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Greve na França está chegando ao fim, dizem estatais | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Após nove dias de greve nos transportes públicos na França, a situação do tráfego ferroviário e metroviário começa finalmente a registrar progressivamente melhorias nesta sexta-feira. A paralisação está chegando ao fim, informam as estatais do setor. Em boa parte das assembléias realizadas pelos sindicalistas nos últimos dois dias, os trabalhadores votaram pela retomada das atividades, para alívio dos usuários, que pela primeira vez em dez dias tiveram menos dificuldades para chegar ao trabalho na manhã desta sexta-feira. Nesta sexta-feira, a SNCF, estatal ferroviária, registra apenas 2% de grevistas. Mas devido à necessidade de realizar manutenções nos trilhos e trens paralisados, a situação somente voltará ao normal na segunda-feira, estima a direção da empresa. Vários sindicatos decidiram suspender a greve após a primeira rodada de negociações tripartites com a direção das estatais e o governo, previstas para durar cerca de um mês. Os sindicalistas afirmam, no entanto, que continuarão mobilizados durante esse período e não descartam novas paralisações caso haja algum bloqueio nas negociações, iniciadas na quarta-feira. Ainda parados
Em algumas partes do país, no entanto, como Lyon, os ferroviários continuam defendendo a greve e paralisações ainda são registradas nesta sexta-feira. A circulação de trens de grande velocidade entre Paris e o restante da França voltou ao normal, mas as ligações entre regiões ainda registram metade do tráfego habitual. Os trens regionais e suburbanos não funcionam ainda totalmente, mas o número já é bem mais elevado do que nos últimos dias. O trem que liga Paris aos aeroportos Charles de Gaulle e Orly, totalmente paralisado durante nove dias, voltou a funcionar progressivamente. Em Paris, também há mais metrôs e ônibus circulando e o tempo de espera de várias linhas diminuiu consideravelmente. Primeira rodada Os sindicatos avaliaram como positiva a primeira rodada de reuniões para discutir a reforma do regime de aposentadorias especiais. As discussões, segundo um calendário preciso de reuniões, deverão durar até meados de dezembro. O governo francês insiste que não negociará o ponto-chave da reforma, que prevê o aumento do tempo de contribuição dos ferroviários, metroviários e motoristas de ônibus dos atuais 37,5 anos para 40 anos de trabalho. Mas já aceita discutir compensações financeiras, que permitiriam, por exemplo, aposentadorias com valores mais elevados no final da carreira. O presidente Nicolas Sarkozy também deverá anunciar nos próximos dias medidas com o objetivo de aumentar o poder aquisitivo dos franceses. |
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