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Bovespa vai da estagnação ao topo do ranking, diz 'FT' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Reportagem publicada nesta segunda-feira pelo diário britânico Financial Times comenta o forte crescimento verificado pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que passou da estagnação, “como qualquer outra bolsa de valores na América Latina”, ao “topo do ranking” dos mercados globais de capital nos últimos quatro anos. “Em 2002, a média de negócios diários era de R$ 558 milhões. Desde então, as coisas mudaram. Em 2006, o volume diário de negócios havia aumentado para R$ 2,4 bilhões. No mês passado, foi de R$ 6,7 bilhões”, relata o jornal. A reportagem comenta que a “extraordinária” abertura de capital da Bovespa no dia 26 de outubro “elevou-a ao topo do ranking dos mercados mundiais de capital”. Para o Financial Times, “vários fatores estão por trás desse espetacular crescimento”. “Eles incluem a liquidez global, os preços das commodities e a expectativa de que o Brasil conseguirá no ano que vem a classificação de grau de investimento das grandes agências de avaliação de risco, em reconhecimento à estabilidade macro-econômica e à melhora no perfil da dívida do Brasil que ajudaram a fomentar o interesse dos investidores pelo país”, enumera a reportagem. Mudança de atitude O jornal argumenta, porém, que “seria improvável que a Bovespa chegasse tão longe tão rapidamente se não tivesse sido por uma mudança fundamental em atitudes de administração corporativa, mudanças estas que não teriam sido adotadas se não fosse por um forte estímulo da própria Bovespa”. A reportagem relata a criação, em 2001, do Novo Mercado, “um segmento de empresas listadas na bolsa exigindo padrões mais elevados de administração do que o exigido legalmente”. O jornal observa que o Novo Mercado ganhou popularidade entre os investidores ao exigir das companhias listadas um voto por ação, protegendo assim os acionistas minoritários. Ao mesmo tempo, segundo a reportagem, o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) “fizeram avanços significativos no padrão de fiscalização do mercado”. “A combinação de uma melhor fiscalização com uma melhor auto-regulação vem criando o ambiente para que a confiança dos investidores floresça”, afirma o Financial Times. |
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