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Atualizado às: 20 de novembro, 2007 - 07h34 GMT (05h34 Brasília)
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Em meio a temores, Fed começa a divulgar projeções trimestrais

O presidente do Fed, Ben Bernanke
Segundo Bernanke, medida dará maior transparência ao Fed
O Federal Reserve, ou Fed, como é conhecido o Banco Central americano, começa a divulgar a partir desta terça-feira relatórios mais freqüentes de suas projeções para a economia americana.

As projeções do Fed relativas a desemprego, crescimento econômico e inflação passarão a ser divulgados a cada trimestre, em vez de a cada semestre, como era a prática do órgão desde 1979.

Além disso, em vez de prognósticos para os próximos dois anos, como de praxe, as projeções do Fed passarão a ser para os próximos três anos.

O anúncio do Fed se dá em meio a crescentes temores do mercado financeiro mundial em relação ao estado da economia americana, o declínio do dólar frente a outras moedas e o risco de o país entrar em recessão.

Os prognósticos são formulados em cima das expectativas dos sete governadores e 12 presidentes de bancos regionais que integram o Fed, bem como da expectativa deles em relação aos principais riscos enfrentados pela economia do país.

Riscos

Juntamente com as projeções, o banco ainda irá divulgar a visão dos administradores e chefes de banco a respeito dos principais riscos.

Em um discurso realizado em Washington, na semana passada, o presidente do Fed, Ben Bernanke, afirmou que a divulgação mais constante de dados ''é mais um passo no caminho de promover maior transparência dentro do Fed''.

O Fed promoveu dois cortes consecutivos da taxa básica de juros, o primeiro em setembro, seguido de outro em outubro. A taxa atualmente é de 4,5% ao ano.

Os cortes foram uma resposta do Fed à atual crise econômica, desencadeada, em boa parte, pelos problemas no setor americano de hipotecas de alto risco (subprime), que enfrenta alta inadimplência.

Na segunda-feira, o Fed divulgou que a produção industrial americana registrou sua maior retração nos últimos nove meses. A queda foi influenciada pelas crises no setor imobiliário e automobilístico.

Segundo o Fed, a produção no país recuou 0,5%, após ter aumentado 0,2% em setembro.

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