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Oposição se une para fazer apuração paralela na Argentina

Os cinco principais candidatos da oposição à Presidência da Argentina vão realizar juntos uma apuração paralela dos votos, logo depois da eleição deste domingo.

Os presidenciáveis entendem que assim vão poder "garantir maior transparência" do pleito e evitar, como descreveu o jornal Clarín, "suposta operação" do governo para favorecer a eleição da primeira-dama e senadora Cristina Fernández de Kirchner, da Frente para a Vitória, no primeiro turno da votação.

A quatro dias das eleições, a candidata do governo lidera todas as pesquisas de intenção de votos, com ampla margem para o segundo colocado, a candidata Elisa Carrió, da Coalizão Cívica.

Pelas regras argentinas, com mais de 40% dos votos e vantagem superior a 10% frente ao segundo colocado ou ainda com mais de 45% dos votos, o candidato é eleito presidente.

Se as previsões das pesquisas forem confirmadas nas urnas, Cristina seria eleita no primeiro turno, neste domingo.

Na Argentina, o voto não é eletrônico. Por isso, os fiscais de cada um dos cinco partidos ou coligações da oposição vão se reunir, no fim da votação, para comparar os dados que reúnam com os números oficiais.

"Juntos teremos mais informações confiáveis", disse Santiago Díaz Ortiz, representante legal do UNA, partido de Lavagna.

Recentemente, Lavagna e Carrió consultaram a OEA (Organizaçao dos Estados Americanos) sobre a possibilidade de que fossem enviados observadores internacionais para esta eleição.

Mas a resposta, segundo a imprensa argentina, foi a de que eles fizeram o pedido em cima da hora e já não havia mais tempo para o envio de uma missão à Argentina.

A idéia de formar uma espécie de equipe de fiscais, dos diferentes partidos, e trocar informações sobre a apuração surgiu, segundo fontes dos partidos de oposição, logo depois que ocorreram denúncias de fraudes na eleição, realizada dia dois de setembro, na província de Córdoba, uma das principais do país.

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