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Atualizado às: 16 de outubro, 2007 - 16h28 GMT (13h28 Brasília)
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Países ricos tratam pobres como 'pedintes', diz Lula

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Denis Sassou Nguesso, se cumprimentam, depois da cerimônia oficial da chegada de Lula à República do Congo. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Lula se encontrou com o presidente do Congo na capital, Brazzaville
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira, durante sua visita ao Congo, que os países ricos "precisam parar de tratar os países pobres como pedintes" nas negociações da Rodada de Doha da OMC (Organização Mundial do Comércio).

O Brasil, ao lado da Índia, representa os países em desenvolvimento nas negociações da Rodada de Doha, que visam a liberalização do comércio internacional.

Lula disse que o Brasil tem o objetivo de conseguir um amplo acordo para que a União Européia facilite a entrada dos produtos agrícolas dos países em desenvolvimento, para que os Estados Unidos diminuam os subsídios que pagam a sua produção interna e para que países como o Brasil flexibilizem as barreiras à entrada de produtos industrializados e serviços dos países desenvolvidos.

Mas o presidente advertiu que os esforços de cada país precisam ser proporcionais à capacidade de cada um. "Os países que estão se desenvolvendo agora não podem abdicar de ter uma política industrial", afirmou.

"Subserviência"

 Os países mais pobres precisam entender que uma atitude de subserviência não ajuda. Ou levantamos a cabeça agora e exigimos um acordo justo ou vamos ter que passar mais 20 anos num mundo comercialmente injusto.
Luiz Inácio Lula da Silva

Lula afirmou que "os países mais pobres precisam entender que uma atitude de subserviência não ajuda". "Ou levantamos a cabeça agora e exigimos um acordo justo ou vamos ter que passar mais 20 anos num mundo comercialmente injusto", afirmou.

O presidente disse que o Brasil não está trabalhando por um acordo somente para beneficiar ao próprio país, "que pode competir com qualquer país do mundo na agricultura".

Ele citou o processo movido pelo Brasil na OMC, que obrigou os Estados Unidos a reduzirem os subsídios a sua produção de algodão, como exemplo de ação brasileira que beneficiaria também os países africanos.

Segundo Lula, será cada vez mais difícil chegar a um acordo na Rodada de Doha se os países ricos não cederem um pouco. "Falar sobre livre comércio é muito mais fácil do que praticar", afirmou.

De acordo com o presidente, a questão das negociações da Rodada de Doha deve ser um dos principais temas das discussões que terá com o presidente sul-africano, Thabo Mbeki, e o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, durante o encontro que terão nesta quarta-feira em Pretória, capital administrativa da África do Sul.

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