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Atualizado às: 11 de outubro, 2007 - 10h16 GMT (07h16 Brasília)
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Conflitos 'custaram US$ 300 bi à África em 15 anos'
Soldados etíopes
Guerra suga recursos que poderiam ajudar no desenvolvimento
Conflitos armados nos últimos 15 anos custaram à África US$ 300 bilhões - o equivalente a toda a ajuda recebida pelo continente no mesmo período, afirma um relatório divulgado por organizações não-governamentais.

Entre 1990 e 2005, 23 países africanos estavam envolvidos em conflitos e, em média, isto custou às economias desses países US$ 18 bilhões por ano, disse o estudo. Como regra geral, um conflito armado reduz em 15% a economia de um país africano.

"Este é um dinheiro que a África não se pode dar ao luxo de perder", disse na introdução do estudo, a presidente da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf.

"As quantias são chocantes: o preço que a África está pagando poderia cobrir os custos de resolver problemas como a crise de disseminação do vírus HIV e da Aids, prover educação, água tratada e prevenção e tratamento de tuberculose e malária."

"Literalmente milhares de hospitais, escolas e estradas poderiam ter sido construídos", acrescentou.

Tratado de proibição

O estudo, realizado pelas ONGs Oxfam, Iansa e Saferworld, é o primeiro a calcular o impacto geral da violência armada sobre o desenvolvimento da África.

Mesmo depois que as armas silenciam, os custos de guerra, tais como as dificuldades econômicas geradas pela inflação e os prejuízos financeiros, permanecem, sublinharam os pesquisadores.

Segundo eles, embora o número de conflitos armados esteja diminuindo na África, ainda não há esperança de uma solução rápida para resolver conflitos no Sudão ou na Somália.

A Oxfam, a Saferworld e a Iansa defendem um tratado internacional de armas que proíba a transferência de armamentos se houver possibilidade de que eles sejam utilizados em violações graves de direitos humanos.

Cerca de 95% dos rifles usados em conflitos na África são Kalashnikov - como o AK-47 - fabricados fora do continente, estima-se.

Mas outros analistas defendem que os países africanos deveriam elevar seus gastos militares.

"Em muitos países, o problema é que as forças de segurança nacional são muito pequenas, mal-equipadas e pouco treinadas para garantir algum tipo de segurança", disse à BBC o analista em Joanesburgo da revista Jane's Defence, Helmoed Heitman.

Para ele, os governos africanos devem investir sobretudo em equipamentos de transporte - como helicópteros - que permitam a mobilização rápida de forças de segurança para áreas necessitadas.

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