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Mercados devem quebrar novos recordes no Brasil, diz 'FT' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os preços dos ativos financeiros brasileiros devem bater novos recordes nesta semana, com os investidores ignorando a crise das hipotecas de risco nos Estados Unidos que levou a uma breve queda nas cotações, afirma reportagem publicada nesta segunda-feira pelo jornal britânico Financial Times. A reportagem relata o aumento de 4,3% no índice da Bolsa de São Paulo na terça-feira da semana passada após o anúncio de corte de 0,5 % na taxa base de juros dos Estados Unidos. O jornal comenta ainda que o índice Bovespa fechou na sexta-feira em 57.798,79 pontos, ainda abaixo do nível mais alto já atingido, em 19 de julho – 58.125,57 pontos -, mas bem acima dos 48.015,55 pontos de 16 de agosto, após a queda de 17,4% em menos de um mês provocada pela crise nos Estados Unidos. “A sexta-feira teve o primeiro novo lançamento de ações na Bovespa desde o começo da crise nos Estados Unidos, da Satipel, fabricante de painéis de madeira para a indústria de móveis”, diz a reportagem. Um operador do mercado ouvido pelo Financial Times disse à reportagem que o sentimento entre os investidores era de que as coisas estão mais calmas, as taxas de juros estão em queda e que os mercados emergentes ainda são os mais rentáveis. Apesar disso, o operador advertiu que os efeitos da crise nos Estados Unidos não passaram totalmente e que pode haver novas quedas em caso de novas notícias negativas. Outros destaques da imprensa internacional O diário americano The Wall Street Journal traz nesta segunda-feira uma reportagem na qual comenta o dilema que afeta a indústria brasileira do açúcar e do álcool, em relação à queima da cana para a colheita. “Os cultivadores queimam as plantações para facilitar a colheita por machete. O governo quer acabar com a prática, há muito tempo considerada um problema de saúde e um dos maiores contribuintes para o efeito estuda”, diz a reportagem. “Se a prática for banida, as colheitadoras mecânicas tomarão seu lugar, deixando milhares de trabalhadores pobres de fora do campo e provavelmente levando a um conflito social que políticos locais e sindicatos de trabalhadores querem evitar”, afirma o jornal. “A queima da cana elimina as folhas cortantes da base da cana, tornando mais fácil o corte à mão. Mas a prática joga uma camada de cinzas negras no ar, criando uma poluição que queima os olhos. A colheita por máquinas não requer a queima”, relata a reportagem. O Wall Street Journal comenta que em cidades com grandes áreas de cultivo de cana, como Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, o ar é quase tão poluído quanto o das maiores cidades. O jornal lembra que os produtores brasileiros firmaram um protocolo com o governo em julho concordando em acabar com a queima da cana até 2017. “Mas isso significa que postos de trabalho serão eliminados”, diz o jornal. |
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