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Corte de juros nos EUA puxa alta em bolsas na Ásia e na Europa | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A decisão do banco central americano, o Federal Reserve (Fed), de cortar a taxa de juros em meio ponto percentual anunciada ontem repercutiu positivamente nas bolsas da Ásia e da Europa nesta quarta-feira. A bolsa de Hong Kong fechou o pregão do dia em alta de 3.98%. O Hang Seng teve elevação de 977,79 e fechou em 25,554.64 pontos, o que supera o recorde histórico dos 25 mil pontos. O volume negociado hoje na bolsa de Hong Kong foi equivalente a US$ 17,8 bilhões. O Japão também encerrou o dia em alta. O índice Nikkei 225 subiu 579.74 pontos, fechando 3,7% no positivo com 16,381.54 pontos. Em Tóquio, o banco central manteve a taxa de juros. As principais bolsas européias seguiram a mesma tendência e abriram em alta. Às 11h15 (07h15 em Brasília) a bolsa de Frankfurt operava em alta de 1,87%. O principal índice da bolsa de Londres, o FTSE, registrava alta de 2,10% e em Paris a alta era de 2,35%. Movimento 'excepcional' “O mercado está observando se Wall Street vai subir ou se o movimento de ontem foi excepcional, no que diz respeito aos lucros especulativos”, disse Yutaka Miura, um analista técnico da empresa Shinko Securities à BBC Brasil. A queda nos juros aqueceu as perspectivas de consumo nos Estados Unidos, o que estimula a economia mundial. Na Ásia a perspectiva de consumo americano é especialmente relevante porque grandes economias como Japão e China têm os Estados Unidos como um dos principais compradores de suas exportações. A decisão do Fed veio em resposta ao medo de uma recessão desencadeada pela falta de crédito no setor imobiliário. A redução é a primeira na taxa básica nos últimos quatro anos. Analistas ficaram surpresos com o corte de 0,50%, pois muitos apostavam que o corte seria de 0,25 %. Desde o mês passado, a crise no setor imobiliário tem provocado quedas nas principais bolsas de valores do mundo. A queda nos juros facilita o acesso da população aos empréstimos e estimula o consumo, o que fomenta a economia como um todo. Desde junho de 2003, o Fed não realizava cortes na taxa básica de juros e, desde novembro de 2002, não anunciava um corte de meio ponto. O Fed também decidiu reduzir em meio ponto percentual a taxa de juros que usa para empréstimos diretos a bancos, que passou a ser de 5,25%. |
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