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Caso Madeleine já está nas mãos de juiz português | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O caso do desaparecimento da menina britânica Madeleine McCann, de 4 anos, está nas mãos de um juiz de instrução criminal de Portimão. Os pais de Madeleine, considerados formalmente possíveis suspeitos, agora aguardam o próximo passo do processo – o juiz tem dez dias para decidir o que fazer. Segundo o advogado criminalista João Oliveira Trindade, o procurador poderia recomendar a acusação de Kate e Gerry McCannou poderia pedir restrições aos movimentos do casal. Embora o procurador José de Magalhães e Meneses tivesse um prazo de dez dias, até o dia 20 de setembro, para analisar o dossiê de dez volumes e mais de mil páginas, ele decidiu enviar o caso para o juiz depois de apenas um dia. No dossiê são relatados os indícios que fizeram com que os pais de Madeleine, Kate e Gerry McCann fossem considerados na semana passada como argüidos – um termo jurídico português que define possíveis suspeitos. Kate e Gerry McCann negam envolvimento no desaparecimento da filha. Mandados de busca O procurador-geral da República de Portugal, Fernando José Pinto Monteiro, afirmou na terça-feira à imprensa portuguesa que a operação policial não terminou e que poderão ser adotadas medidas de restrição à liberdade do casal – o que poderia até levar à prisão preventiva deles. A tia de Madeleine, Philomena McCann, afirmou que era esperado que o procurador passasse o caso ao juiz. “Isso não muda nada. Temos de esperar e ver se serão acusados ou não. Se Kate e Gerry forem acusados, isso vai dar oportunidade de limpar os seus nomes”. A ministra britânica do Interior, Jacqui Smith, afirmou à BBC que gostaria de ver terminadas as especulações da imprensa sobre o caso. “Quando os portugueses pediram o apoio da polícia britânica, nós proporcionamos. Mas o que pensamos é que neste momento há muita especulação a respeito do desenvolvimento do caso, e eu não pretendo contribuir para isso” “Confiança total” O procurador-geral Pinto Monteiro afirmou à imprensa que a investigação ainda não terminou. Ele contou que é necessário investigar mais e que depois disso será possível fazer uma reavaliação das medidas impostas aos suspeitos. Ele também disse que tem total confiança na forma como a polícia e os procuradores estão tratando a investigação do caso McCann. O procurador distrital Luís Bilro Verão também foi indicado para supervisionar a investigação junto com o procurador local responsável pelo caso. O correspondente da BBC Richard Bilton afirmou que o caso está centrado no carro dos McCann, alugado mais de três semanas depois do desaparecimento de Madeleine. Cães farejadores especialmente treinados vasculharam o carro no começo de agosto, e a família afirmou que os detetives disseram a Kate McCann que o sangue da sua filha foi encontrado no carro. Mas a polícia portuguesa desmentiu que o DNA encontrado no carro fosse 100% igual ao de Madeleine. No domingo, o casal McCann voltou para a sua casa em Rothley, no Reino Unido. Não foram impostas medidas restringindo seus movimentos, mas eles podem ser chamados de volta a Portugal em um prazo de cinco dias. Gerry McCann descreveu o que aconteceu na semana passada como um “um pesadelo sem fim”. No seu blog na Internet, disse que a sua esposa e ele têm confiança absoluta que quando os fatos forem apresentados, poderão mostrar que “não tivemos nada a ver com o desaparecimento de Madeleine”. Madeleine desapareceu do apartamento que os McCann alugaram para férias no Praia da Luz, no Algarve, no dia 3 de maio. Na época, a menina tinha 3 anos de idade. |
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