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Polícia questiona que DNA em carro seja de Madeleine | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A polícia portuguesa questionou nesta terça-feira as notícias veiculadas por diversos jornais de que as amostras de DNA coletadas no porta-malas do carro utilizado pelo casal McCann "correspondem 100%" ao da menina britânica desaparecida Madeleine. Alípio Ribeiro, diretor nacional de investigações da Polícia Judiciária, disse à rede de televisão estatal portuguesa RTP que é difícil afirmar com certeza que o sangue pertence "à pessoa A ou à pessoa B". Nesta terça-feira, a imprensa noticiou que a polícia portuguesa teria encontrado amostras de DNA idêntico ao da menina debaixo do tapete do porta-malas do carro que o casal McCann alugou mais de um mês depois do desaparecimento de Madeleine, há 131 dias, na Praia da Luz, em Portugal. De acordo com o canal de televisão Sky News, a polícia portuguesa teria concluído que as amostras são provas de que Katherine e Gerry McCann transportaram o corpo da menina no carro. No entanto, Alípio Ribeiro afirmou à RTP que as descobertas apenas orientam os trabalhos da polícia. "Elas nos ajudam a guiar a nossa investigação, mas não com a precisão matemática que alguns andam dizendo", disse. 'Dossiê' Nesta terça-feira, o promotor português responsável pelo caso Madeleine, João Cunha de Magalhães e Menezes, deve receber da polícia um dossiê com todas as provas de DNA, transcrições de interrogatórios com os McCann e de conversas telefônicas grampeadas entre eles e amigos. A polícia portuguesa também teria interceptado e-mails enviados pelos McCann. Entre as informações levantadas pela investigação policial estariam ainda 40 perguntas que os pais da menina desaparecida teriam se recusado a responder. A partir dos dados da polícia, Magalhães e Menezes deve decidir se indicia Katherine ou Gerry pelo desaparecimento da filha do próprio casal. Os McCann voltaram para a Grã-Bretanha neste fim de semana, sob acusações da imprensa portuguesa de que o retorno não passou de uma manobra jurídica para dificultar um possível processo contra eles. Ambos afirmam ser inocentes e dizem que a prioridade da família continua sendo descobrir o que aconteceu à pequena Madeleine. No blog mantido por Gerry McCann na internet, o pai da menina escreveu na noite de segunda-feira que ele e a mulher, Kate, estão "totalmente confiantes" em sua inocência e que receberam apoio "incondicional" de amigos e da família. |
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