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Pais de Madeleine consultam advogado de Pinochet | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Depois de terem sido considerados suspeitos pelo desaparecimento da própria filha, Madeleine McCann, os pais Gerry e Katherine McCann, anunciaram em um comunicado no domingo que devem se consultar com o advogado Michael Caplan, que defendeu o ex-ditador Augusto Pinochet. Sócio de um dos mais respeitados escritórios de advocacia internacional da capital britânica, a Kingsley Napley, Caplan ganhou fama ao conseguir evitar que Pinochet fosse extraditado da Grã-Bretanha para a Espanha. Os pais de Madeleine foram considerados "argüidos" – ou seja, formalmente suspeitos – no caso do desaparecimento da filha e voltaram para a Grã-Bretanha no domingo. Ambos afirmam não ter participação no desaparecimento da menina de quatro anos, de um hotel no balneário Praia da Luz, em Portugal, em 3 de maio. No entanto, a polícia judiciária portuguesa teria encontrado vestígios do sangue da menina em um carro que foi alugado pelo casal quase um mês após o desaparecimento dela. Gêmeos Já na Grã-Bretanha, Gerry McCann disse que o casal decidiu voltar ao país por causa dos filhos gêmeos e pediu para que a privacidade da família seja respeitada. "Nós queremos que os gêmeos, na medida do possível, vivam uma vida comum em seu país, e nós queremos refletir sobre os desdobramentos dos últimos dias, que foram perturbadores", disse McCann, mostrando emoção ao ler o comunicado que havia preparado. "Apesar de haver muito o que gostaríamos de dizer, nós não podemos dizer mais que isso: nós não tivemos participação alguma no desaparecimento da nossa filha querida, Madeleine". Em Portugal, uma porta-voz da família, Justine McGuinness, disse que o casal teve o consentimento da polícia portuguesa para voltar para a Grã-Bretanha. Katherine e Gerry McCann foram declarados suspeitos de envolvimento no desaparecimento da filha depois de serem interrogados por várias horas. Em entrevista ao jornal britânico Sunday Mirror, Katherine McCann disse que, durante o interrogatório, a polícia portuguesa a pressionou para confessar ter matado a filha acidentalmente. Ela disse que a polícia "quer que (ela) minta – eu estou sendo 'enquadrada'". 'Assustador' Na sexta-feira, antes de ser declarada suspeita, Katherine disse ainda que "a polícia não quer um assassinato em Portugal e toda a publicidade sobre o fato de que o país não tem nenhuma lei contra pedofilia, então eles estão nos culpando". Gerry McCann disse a outro jornal britânico, o News of the World, que os policiais portugueses querem solucionar o caso rapidamente e estão investigando aparentes discrepâncias na explicação dada pelo casal sobre o que aconteceu no dia do desaparecimento. "Em um sistema que você não conhece e não confia, isso é incrivelmente assustador", afirmou o pai de Madeleine na entrevista. Gerry McCann disse que ele e a mulher pensavam estar vivendo o "pior pesadelo de suas vidas, mas agora tudo continua ficando ainda pior". Devido a restrições impostas pela lei portuguesa, a polícia não pode responder às alegações feitas pela família. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Pais de Madeleine chegam à Grã-Bretanha09 setembro, 2007 | BBC Report Pais de Madeleine 'querem provar inocência'08 setembro, 2007 | BBC Report Polícia declara pai e mãe de Madeleine suspeitos08 setembro, 2007 | BBC Report Caso Madeleine: Sangue em carro levou polícia a suspeitar de mãe07 setembro, 2007 | BBC Report Sob suspeita, mãe de Madeleine se diz 'atordoada'07 setembro, 2007 | BBC Report Pais de Madeleine vão processar jornal português31 agosto, 2007 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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