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Atualizado às: 10 de setembro, 2007 - 11h13 GMT (08h13 Brasília)
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Para 70% dos iraquianos, segurança no país piorou

Pesquisadora em Muthanna
Mais de 2 mil iraquianos de 18 províncias participaram da pesquisa
A maioria das pessoas no Iraque (70%) acredita que a segurança no país piorou em Bagdá e nos arredores - regiões para onde foram enviados cerca de 30 mil soldados americanos extras desde março -, de acordo com uma pesquisa encomendada pela BBC, pela rede americana ABC News e a japonesa NHK.

O levantamento foi divulgado no mesmo dia em que o comandante do Exército dos Estados Unidos no Iraque, David Petraeus, e o embaixador americano no país, Ryan Crocker, apresentam ao congresso americano uma avaliação da estratégia do governo Bush de aumentar o número de tropas no Iraque.

Mais de 2 mil iraquianos de cerca de 450 bairros nas 18 províncias do país participaram da pesquisa entre os dias 17 e 24 de agosto, que foi conduzida pelas empresas japonesas D3 Systems e KA Research Ltd e tem uma margem de erro de 2,5%.

O número de iraquianos que querem uma retirada imediata das tropas da coalizão liderada pelos EUA também aumentou desde outra pesquisa feita em fevereiro. Mas mais da metade dos entrevistados disseram que as tropas estrangeiras deveriam permanecer no país até que a segurança melhorasse.

Ataques contra soldados

Os entrevistados foram perguntados se o aumento do número de tropas americanas em Bagdá e nas imediações melhoraram ou pioraram a segurança, sobre o ritmo da reconstrução, as condições para diálogo político e as possibilidades de desenvolvimento econômico.

Em todas as respostas uma grande maioria diz que a situação piorou.

A estratégia dos Estados Unidos foi adotada para permitir que os políticos iraquianos negociem uma reconciliação nacional, mas apenas uma pequena minoria dos entrevistados disseram acreditar que mais soldados criaram as condições para diálogo político.

Além disso, quase 60% dos iraquianos consideram ataques contra forças de coalizão justificados.

A pesquisa mostra que os iraquianos estão mais pessimistas do que estavam há seis meses em relação à sua vida no Iraque e às expectativas de melhoria em um médio ou longo prazo.

A população se mostra insatisfeita com a falta de emprego e com a precariedade de serviços básicos, como o fornecimento de eletricidade, água e combustível.

Existe insatisfação também em relação ao governo iraquiano: 65% desaprovam a atuação da administração do primeiro-ministro Nouri al-Maliki.

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