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Projeto na Venezuela quer proibir nomes 'extravagantes' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um projeto de lei na Venezuela quer proibir que pais batizem seus filhos com nomes considerados "extravagantes", difíceis de pronunciar ou que resultem da combinação de dois outros nomes próprios. Pela proposta, nomes próprios como Yesaidú (como no inglês 'yes, I do'), Yuleisy (como em 'you lazy') e Usnavy (como em US Navy, a Marinha americana), hoje utilizados no país, seriam banidos do futuro. Um trecho do projeto publicado no diário El Nacional afirma que a medida visa "preservar o equilíbrio e o desenvolvimento integral do menino, menina ou adolescente". A idéia é impedir que as crianças sejam batizadas com "nomes que as exponham ao ridículo, sejam extravagantes ou de difícil pronúncia no idioma oficial, contenham variantes familiares e coloquiais que denotem uma identificação confusa ou que gerem dúvidas sobre a determinação do sexo". Uma exceção será feita aos nomes de origem indígena. Se aprovada, a lei estabelecerá que, diante de nomes incomuns, o escrevente do cartório se recuse a efetuar o registro da criança. Ele então oferecerá, como referência aos pais, uma lista com pelo menos cem nomes próprios mais utilizados, que crescerá proporcionalmente ao aumento populacional. Polêmica A lei, elaborada pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do país como parte de uma reforma nos registros civis, está causando polêmica na Venezuela, país em que a população demonstra criatividade para criar ou fundir nomes próprios. Nomes incomuns saltam das páginas dos jornais que noticiam a lei: Goodbye Tutankamen del Sol, So long Hengelberthm, Maolenin, Olmelibey e Udemixon são alguns listados pelo americano The New York Times. Na imprensa local, também foram lembrados alguns resultantes de fusões e adaptações, como Josmar (José e Maria), Leomar (Leonardo e Maria), Mileidy (My Lady) e Maikel (Michael). Para virar lei, o projeto terá de ser aprovado na Assembléia Nacional, formada por deputados e deputadas de nomes como Diluvina, Iroshima, Earle e Grace Nagarith. "Meu nome é incomum, mas já ouvi falar de nomes como Apolo Tres e Áudio", disse ao New York Times Jhonny Owee Milano, deputadp pelo estado de Cojedes. "Quero saber por que eles definiriam apenas cem nomes. Por exemplo, por que não 120? Me parece arbitrário." Mas o diário El Nacional informou que, mesmo antes da lei, escreventes já costumam recomendar a alguns pais que escolham nomes mais correntes para os seus filhos. Foi o que aconteceu com o casal Josmar e Sinira Uriana, que batizou seu filho com o nome de Luis Alberto. O jornal conta que, registrado à idade de sete anos, o menino da etnia indígena wayúu já havia estabelecido sua preferência. Fã de programas de TV, ele queria adotar o nome de Chapulín, o nome original em espanhol do herói mexicano Chapolin Colorado. |
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