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Morales ameaça embaixadores que 'conspiram contra governo' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Bolívia, Evo Morales, ameaçou nesta segunda-feira tomar "decisões radicais" contra os diplomatas dos Estados Unidos no país, que nas palavras de Morales, "fazem política no país" e participam de "uma conspiração contra o seu governo". As duras alegações do presidente boliviano foram feitas no dia seguinte às acusações de que o governo americano financia grupos de oposição na Bolívia, feitas pelo vice-presidente do país, Álvaro García Linera. As tensões entre Bolívia e Estados Unidos estão se aprofundando justamente no momento em que o governo Morales também enfrenta intensas pressões de movimentos regionais, empresariais e da oposição. O último capítulo das abaladas relações entre bolivianos e americanos foram as declarações do embaixador dos Estados Unidos, Philip Goldberg, que afirmou na semana passada que a produção de cocaína e de coca cresceram durante o governo Morales. Seminários Nesta segunda-feira, durante uma reunião do ministério do Exterior boliviano, Morales afirmou que "alguns embaixadores se dedicam a fazer política e não diplomacia", e que, nesse contexto, "distribuem dinheiro para as organizações fazerem seminários, dos quais saem conclusões contra o governo". "Isso não se chama cooperação, isso se chama conspiração", disse o presidente. "Temos paciência. Não sei até quando vai durar essa paciência, mas também temos dignidade e a qualquer momento tomaremos decisões radicais contra esses embaixadores que provocam permanentemente." Evo Morales disse ainda que "não tem medo algum" e que está trabalhando para "dignificar" a Bolívia internacionalmente. Por sua vez, o ministro do Exterior boliviano, Armando Loaiza, afirmou em entrevista à BBC que a decisão mais radical que poderia ser tomada em termos diplomáticos é a ruptura de relações ou a declaração do embaixador como "persona non grata", ou seja, indesejável. Loaiza acrescentou que o governo boliviano "não está fazendo uma ponderação adequada sobre as suas relações com os Estados Unidos", porque estaria em uma escalada "que pode afetar o aspecto econômico, assistencial, a luta contra as drogas, além de que os "americanos são preponderantes" nos organismos internacionais. Representantes da embaixada americana em La Paz afirmaram que a missão diplomática está disposta a responder quaisquer dúvidas do governo boliviano sobre os investimentos feitos pelos Estados Unidos no país. |
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