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Mercados iniciam semana com novo fôlego após recuperação | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Quando a Bolsa de Valores de Nova York (NYSE, na sigla em inglês) abrir seu pregão nesta segunda-feira, os investidores estarão de olho para saber se a recuperação dos indicadores verificada na sexta-feira terá fôlego para a semana – a volatilidade, contudo, deverá continuar presente nos mercados. “Viradas de 150 pontos serão normais”, comentou Mike Mainwald, operador-chefe da Lek Securities, ao jornal Wall Street Journal, em sua edição do fim de semana. Pesquisa do site de análise financeira TheStreet.com, com cerca de 1,6 mil votos, apontava no domingo que 43,89% dos internautas previam uma semana “bullish”, o que significa para cima, como o movimento de um touro, no jargão do mercado. Os internautas que apostavam em uma semana “bearish”, isto é, para baixo, como o ataque de um urso, somavam 25,44% e “neutra”, 30,66%. Enquanto os investidores tentam decifrar a extensão da atual crise financeira, o sobe e desce no preço dos ativos aumenta cada vez mais. Um indicador geralmente utilizado pelo mercado para medir a volatilidade é o VIX, da Chicago Board Options Exchange. Em meados de julho ele estava em 15 pontos. Na sexta-feira, fechou em 29.99. Segundo a revista The Economist, a “volatilidade, que ainda refletia a complacência na bolsa de valores americana muitos meses após os problemas do subprime terem surgido, agora registra algo próximo ao pânico”. Henry M. Paulson, secretário do Tesouro americano, insiste que a volatilidade nos mercados financeiros não afeta os bons fundamentos da economia global. “Essa volatilidade fornece uma base sólida para que os mercados financeiros continuem a se ajustar”, disse em entrevista à revista Fortune. Chamando a atual crise de um “alerta”, Paulson previu que “mais notícias difíceis estão por vir”, com alguns investidores registrando prejuízos e algumas organizações indo à falência, mas que “a economia em geral e o mercado estão saudáveis o suficiente para absorver tudo isso”. Juros Na sexta-feira, o indicador Dow Jones Industrial Average, que reúne as ações das 30 maiores empresas negociadas na NYSE, chegou a saltar 300 pontos depois que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) anunciou que iria cortar a taxa de redesconto em 0,5 ponto percentual. A taxa determina os juros cobrados pelo Fed aos bancos comerciais com dificuldades. Não afeta diretamente o consumidor final, mas ajuda a lidar com o problema de liquidez que tem afligido as instituições financeiras. A medida foi recebida com alívio pelos investidores. “Isso salvou o mercado de perdas ainda maiores na semana e serviu como um bom incentivo em termos confiança”, escreveu o site de análise financeira Briefing.com. “A decisão de cortar a taxa de redesconto foi especialmente notável porque mostrou que o Fed está preocupado com a turbulência nos mercados financeiros e pronto para ajudar a sustentar o crescimento econômico se necessário. Em outras palavras, se necessário, o Fed vai cortar a taxa básica de juros, que está intocável em 5,25%”, concluiu a página da internet. De acordo com analistas ouvidos pelo jornal The New York Times, um corte de juros poderia ser feito antes mesmo da reunião do Fed em setembro caso o corte de sexta-feira na taxa de redesconto não acalme Wall Street. Há quem cogite um corte de até 0,5 ponto percentual. Um corte na taxa básica poderia injetar liquidez no mercado como um todo, facilitando a venda de ativos de maior risco que hoje estão na mãos de investidores que não encontram compradores. “Você estaria mitigando o problema deles”, disse Alan Blinder, economista da Universidade de Princeton, ao New York Times. “Eu contaria isso como um custo social de salvar a economia”. Mas, no mesmo texto, Mark Gertler, economista da Universidade de Nova York, rebate: “Se houvesse uma evidência de um declínio significativo nos gastos, isso induziria o Fed a cortar a taxa de juros, mas não há evidência de um declínio significativo nos gastos”. Em relação aos indicadores econômicos, a semana deve ser fria sem nenhuma divulgação de grande importância para o mercado. Na sexta-feira, saem os pedidos de bens duráveis para julho e as vendas de casas novas. Os resultados de varejistas para o segundo trimestre devem atrair a atenção dos investidores. As empresas americanas Target e Staples publicam seus balanços na terça-feira; Abercrombie, quarta-feira; Gap, quinta-feira. |
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