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Decisão do Fed aquece bolsas; Bovespa sobe | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A decisão do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) - de cortar a taxa de juros pela qual empresta dinheiro aos bancos de 6,25% para 5,75% - gerou uma onda de recuperações nos mercados financeiros mundiais, inclusive no Brasil. Por volta das 10h20 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 2,48%. Pouco antes deste horário, a alta chegou a 3,25%. Em Nova York, o índice Dow Jones registrava alta no início da manhã, da ordem de 2,32% às 9h45 (10h45, horário de Brasília) no Dow Jones. No mesmo horário, o índice Nasdaq, que reúne ações de empresas de tecnologia, registrou alta de 2,62%. Os mercados europeus também receberam bem a decisão do Fed. Por volta das 13h35 em Londres (9h35, horário de Brasília), o índice britânico FTSE 100 registrava alta de 3,04%, o índice Dax de Frankfurt acumulava ganhos de 2,53% e o Cac 40 de Paris, de 3,05%. Todos os três índices variaram entre positivo e negativo durante todo o período do pregão. O corte da taxa de juros do Fed visava ajudar a conter problemas de liquidez, que muitos bancos estão enfrentando com o agravamento da crise no setor imobiliário nos Estados Unidos. Os mercados da Europa estão tendo um dia instável depois de grandes quedas registradas nos mercados de ações asiáticos. O índice Nikkei do Japão registrou queda de 5,42%, sua maior desde abril de 2000. Já o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,38%. Estas quedas ocorrem um dia depois do FTSE 100 de Londres ter registrado queda de 4,1%, reduzindo quase 60 bilhões de libras do valor das maiores companhias da Grã-Bretanha. Intervenções Outros bancos centrais também fizeram intervenções. O Banco do Japão injetou US$ 10,7 bilhões nos mercados, na terceira intervenção da semana. Investidores japoneses temem que a desaceleração na economia americana atinja as exportações da Ásia. Também há especulação de que o Banco do Japão possa aumentar as taxas de juros na próxima semana, apesar dos problemas nos mercados. E o Banco Central da Austrália também fez sua intervenção para proteger a moeda do país, pela primeira vez em seis anos. O dólar australiano estava registrando sua maior queda em um dia, em relação ao dólar americano, desde o início de sua livre comercialização em 1983. |
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