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Cuba liberta um dos presos políticos mais antigos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O dissidente cubano Francisco Chaviano foi posto em libertade condicional nesta sexta-feira depois de cumprir a maior parte de sua pena de 15 anos de prisão por ter revelado segredos de Estado. Segundo a Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, uma organização idependente que divulgou a notícia da libertação, Chaviano era um dos presos políticos mais antigos de Cuba. O governo cubano não fez declarações a respeito do caso. Ex-professor de matemática, Chaviano era um dos principais dissidentes e ativistas de direitos humanos de Cuba na década de 1990. Ele foi sentenciado em 1995, em um julgamento militar que, segundo a organização de direitos humanos Anistia Internacional, "não cumpriu os padrões internacionais". Desde que Raúl Castro, irmão do líder cubano Fidel Castro, assumiu o poder interinamente, no ano passado, o número de prisioneiros políticos em Cuba foi reduzido em cerca de 20%, segundo a comissão cubana. Fidel passou o governo para o irmão em 31 de julho de 2006, pouco antes de ser submetido a uma cirurgia. Apesar dessa redução, porém, ainda há mais de 200 presos políticos em Cuba, segundo o porta-voz da comissão, Elizardo Sanchez. Ele afirma que esses prisioneiros enfrentam condições "degradantes e subumanas". O governo cubano nega que essas pessoas sejam prisioneiros políticos e as descreve como "mercenários contra-revolucionários" pagos pelos Estados Unidos. Também nesta sexta-feira, uma outra dissidente cubana, Martha Beatriz Roque, concedeu uma entrevista coletiva na qual denunciou as condições das prisões. A entrevista foi dada a partir da casa de um diplomata americano em Havana. Ao lado de Martha estavam familiares de diversos presos políticos. As famílias reclamam que os presos não recebem atendimento médico e enfrentam superlotação e intimidações. Segundo os familiares, criminosos comuns são melhor tratados do que os presos políticos. |
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