BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 27 de julho, 2007 - 21h57 GMT (18h57 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Líder de oposição em Cuba pede libertação de dissidentes
O dissidente cubano Oswaldo Payá
Payá pediu um diálogo aberto entre governo e sociedade em Cuba
O líder dissidente cubano Oswaldo Payá pediu nesta sexta-feira a "libertação imediata" de todos os presos políticos de Cuba e a realização de eleições multipartidárias no país.

Payá fez a declaração em resposta a um pronunciamento feito nesta quinta-feira pelo presidente interino de Cuba, Raúl Castro, durante as comemorações do aniversário do início da Revolução Cubana, há 48 anos.

Segundo Payá, que lidera o grupo de oposição Movimento Cristão Liberação, banido em Cuba, "a libertação dos cubanos que estão encarcerados por exercer, defender e promover pacificamente os direitos humanos deve ser imediata e incondicional".

"Este regime castigou, excluiu e em muitos casos encarcerou muitas pessoas apenas por elas pensarem de forma diferente e serem capazes de expressar o que pensam, por manifestar suas críticas e seu inconformismo, por denunciar injustiças e propor mudanças."

'Mercenários'

Segundo a organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional, há pelo menos 67 prisioneiros políticos nas prisões cubanas.

O governo de Havana alega que os opositores presos e outros que permanecem em liberdade, como Payá, são mercenários políticos pagos pelos Estados Unidos para desestabilizar o regime.

Além de pedir a libertação dos presos, Payá, que vive em Cuba, pediu a criação de uma "nova lei eleitoral, que permita que os cubanos possam realmente eleger seu governo e seu parlamento".

Cuba vai às urnas para eleger uma nova Assembléia nacional no ano que vem, mas todos os candidatos precisam ou ser membros do Partido Comunista ou serem aprovados por ele.

Estados Unidos

Nesta quinta-feira, Raúl Castro manifestou o interesse de retomar o diálogo com os Estados Unidos, que impõe há 45 anos um embargo ao regime cubano.

"Reafirmamos a disposição de discutir em pé de igualdade nossas duradouras diferenças com os Estados Unidos, convencidos de que os problemas deste mundo, cada vez mais complexos e perigosos, só tem solução por essa via", disse.

Comentando as palavras do presidente interino, Payá pediu a Castro que promova um diálogo franco com o povo cubano no futuro, e não só com os Estados Unidos.

As celebrações desta quinta-feira do início da Revolução Cubana foram as primeiras em que o presidente Fidel Castro não esteve presente desde que ele assumiu o poder, em 1959.

Fidel está afastado do cargo há quase um ano devido a problemas de saúde.

Poster de Fidel CastroAusência
Cuba comemora data histórica sem Fidel Castro.
Escola Latino-Americana de Cuba, em HavanaJogo diplomático
Médicos dos EUA contornam embargo e se graduam em Cuba.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
Cuba liberta dissidente preso sem acusação
09 de fevereiro, 2007 | Notícias
Venezuela e Cuba fazem acordos econômicos
24 janeiro, 2007 | BBC Report
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade