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Cuba comemora data histórica sem Fidel Castro | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente interino de Cuba, Raúl Castro, está liderando nesta quinta-feira as celebrações do "Dia da Rebeldia Nacional", em substituição ao irmão, o líder cubano Fidel Castro, que foi visto em público pela última vez há um ano. Fidel entregou o poder temporariamente a seu irmão no dia 31 de julho de 2006, antes de ser submetido a uma cirurgia. O feriado lembra o 26 de julho de 1953, quando ocorreu um ataque rebelde contra o quartel de Moncada, considerado o episódio que marcou o início da revolução que levaria Fidel Castro ao poder em 1959. As principais celebrações estão ocorrendo na cidade de Camaguey, onde dezenas de milhares de pessoas são esperadas para participar dos desfiles. "Ramo de oliveira" Raúl Castro chegou a Camaguey, cerca de 500 quilômetros a leste da capital Havana, para comandar os discursos de comemoração na Praça da Revolução. O presidente interino de Cuba disse que os problemas de saúde de seu irmão foram um "duro golpe" para o país. "Foram meses difíceis, mas o resultado foi diametralmente oposto às esperanças de nossos inimigos, que sonhavam que o caos se entronizaria e que o socialismo cubano terminaria desabando", disse Raúl. O irmão de Fidel não fez nenhum grande anúncio político, mas voltou a indicar que poderia aceitar uma retomada das relações com os Estados Unidos, que mantêm um embargo contra Cuba há 45 anos. Raúl Castro disse que oferecerá um "ramo de oliveira" a quem quer que seja eleito presidente dos Estados Unidos em 2008. "O novo governo... (vai ter que decidir) se mantém a absurda, ilegal e fracassada política contra Cuba ou aceita o ramo de oliveira que nós oferecemos", afirmou o irmão de Fidel, referindo-se a uma oferta de diálogo que apresentou em dezembro. Cirurgia Em 2006, Fidel Castro, como fez por décadas, foi quem realizou os principais pronunciamentos para marcar o Dia da Rebeldia Nacional. Mas, cinco dias depois, as autoridades cubanas anunciaram que ele seria submetido a uma cirurgia no intestino e, então, Fidel entregou o poder temporariamente a Raúl.
Desde então, não há previsão sobre quando ou se Fidel Castro, que completa 81 anos em agosto, retomará a presidência. Fidel tem aparecido apenas em vídeos e fotografias, apesar de ter divulgado suas opiniões sobre assuntos internacionais em uma série de artigos publicados pela imprensa oficial cubana. "Tenho certeza de que Fidel está se recuperando bem, mas não há problemas, pois temos Raúl. Fidel sempre será o chefe, mas agora Raúl é o chefe também", disse Cândida Alvarez, uma moradora de Camaguey, à agência de notícias Associated Press. Estados Unidos Correspondentes afirmam que Raúl Castro, de 76 anos, não tem o carisma de seu irmão, mas teve um papel importante na história recente de Cuba. No entanto, analistas dizem que qualquer reforma política é improvável enquanto Fidel ainda estiver vivo. No ataque ao quartel de Moncada, no dia 26 de julho de 1953, Raúl estava ao lado de Fidel e junto com outros 100 guerrilheiros, que levavam poucas armas. O levante da época falhou, mas o ataque contra o quartel se transformou em uma espécie de convocação para o movimento revolucionário que ganhou força e, mais tarde, tirou Fulgêncio Batista do poder. |
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