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Empresa nega aliciamento ilegal em deserção de cubanos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A empresa alemã Arena defendeu o seu papel na deserção dos pugilistas cubanos Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara. Os boxeadores estavam desaparecidos desde os Jogos Panamericanos e foram detidos nesta quinta-feira na cidade de Araruama, no Rio de Janeiro. Em entrevista ao serviço em espanhol da BBC, o proprietário da Arena, Ahmed Onar, disse que ''o problema é que Cuba não permite que seus pugilistas se tornem profissionais, e é isso que nós oferecemos''. Rigondeaux, vencedor da medalha de ouro olímpica, e Lara, campeão mundial, ''desapareceram'' dos Jogos Panamericanos, no Rio, no último dia 22 de julho, minutos antes das lutas que iriam disputar. 'Máfia' O presidente de Cuba, Fidel Castro, acusou os desportistas de serem traidores e acusou a empresa alemã que os ajudou a fugir de utilizar métodos ''mafiosos''. O líder cubano disse que essa suposta ''Máfia alemã'' se dedica a escolher e comprar boxeadores de Cuba, se valendo de métodos psicológicos e milhões de dólares. Em sua defesa, o advogado da empresa alegou que é o dinheiro que move o mundo do boxe. ''Há muitas décadas, o mundo do esporte está dominado pelo dinheiro. Não acredito que estes boxeadores se tenham deixado explorar. Cada um tem a sua oportunidade de ganhar muito dinheiro, de poder viver no futuro'', afirmou o advogado Rafael Villena. Villena disse que a Arena ofereceu aos dois pugilistas ''contratos normais, entre empresas de promoção de boxeadores, como os que existem em todo o mundo''. O advogado acrescentou que os contratos têm duração determinada, com prazos previstos de ''três a cinco anos, nos quais eles seriam pagos por luta'' e ficariam com 65% a 70% do faturamento total. Exemplo tabagístico Segundo Villena, foram os pugilistas que buscaram a Arena e não a empresa que os assediou. ''Falei pessoalmente com a delegação cubana, lhes disse que se querem impedir que no futuro tantos boxeadores saiam de Cuba, é preciso que eles façam o mesmo que já estão fazendo com charutos, que contam com investimentos de grandes empresas e que são vendidos em todo o mundo.'' O advogado assegura que seria do interesse de sua empresa exercer esse papel pioneiro. ''Nós poderíamos ir a Cuba e fazer negócios com o governo. Oferecer, digamos US$ 200 mil ou US$ 300 mil por medalhistas de ouro, mas o governo não quer'', afirma. Detenção A prisão dos dois atletas no Brasil causou supresa, uma vez que muitos acreditavam que a dupla teria saído do Brasil e partido para um terceiro país - versão que chegou a ser confirmada pelo dono da Arena. Ainda não foram divulgadas as causas da prisão dos boxeadores. Como receberam um visto de permanência no Brasil de 90 dias, eles ainda estvam dentro do prazo de permanência no país. Mas como é possível que seus passaportes tenham sido retidos pela delegação de Cuba nos Jogos Panamericanos, eles poderiam estar sem passaporte, o que os poderia caracterizar como imigrantes ilegais. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Após Pan, entidades defendem idéia de legado social para jogos30 julho, 2007 | BBC Report Empresa alemã criticada por Fidel defende fuga de atletas cubanos02 agosto, 2007 | BBC Report Transporte 'pode ser principal obstáculo a Olimpíada no Rio'30 julho, 2007 | BBC Report Ex-soldados dos EUA no Iraque irão ao Parapan no Rio12 julho, 2007 | BBC Report LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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