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Após Pan, entidades defendem idéia de legado social para jogos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Representantes da sociedade civil do Rio de Janeiro defendem que em propostas futuras para jogos internacionais na cidade deva ser incluída da preocupação de melhora na vida da população após os eventos. A idéia é que seja levado em consideração o que chamam de “legado social”. Essa é a proposta é de Edson Diniz, coordenador do projeto Legado Social do Pan 2007, uma parceria do Ministério dos Esportes com a sociedade civil. Para ele, no projeto para sediar a Olimpíada 2016 a cidade deveria assumir o compromisso com investimentos sociais. “O Pan não propiciou quase nada para a parte social, mas é verdade que isso não era uma obrigação. A partir da discussão do projeto Legado Social, ficou apontado isso: o Rio tem que assumir como obrigação para uma Copa ou Olimpíadas o investimento social. Se você quer uma cidade diferente, esses eventos têm que contribuir para isso”, afirma Diniz, integrante de movimentos sociais no conjunto de favelas da Maré. “Você gasta muito mais dinheiro e energia na prevenção bélica da violência durante um evento do que se fizesse o investimento social necessário”, acrescenta.. Investimento O pesquisador Ignácio Kano vai na mesma linha. Ele, por exemplo, sugere que os recursos para eventuais Jogos Olímpicos no Rio sejam usados para aumentar a segurança para os moradores de bairros e comunidades periféricas da cidade, como a Maré, e reduzir os contrastes cariocas. O educador Marcelo Paula de Melo concorda que a idéia de sediar uma Copa ou Olimpíadas tem de vir “colada” com a melhoria das condições de vida de toda a população. “Um ginásio de nível internacional, sem dúvida, é motivo de orgulho, mas é mais digno o fato de ninguém mais morrer por doenças banais ou falta atendimento”, declara. Os ativistas e intelectuais também cobram maior transparência na gestão dos recursos para a organização de um evento desse tipo. Para Melo, dispensas de licitação são “inaceitáveis”. Segundo Edson Diniz, é necessário democratizar a informação e a gerência desses projetos. “Esses recursos investidos são afinal públicos.” |
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