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Uribe oferece 'zona especial' para negociar com Farc | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, disse nesta quinta-feira que está disposto a autorizar a criação de uma "zona de encontro" para que representantes do governo e do grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) possam negociar um acordo de paz. Essa zona especial, desmilitarizada e sob proteção internacional, seria temporária, com duração de 90 dias. Sua criação dependeria de as Farc libertarem os reféns em seu poder. Em troca, afirmou Uribe, o governo libertaria rebeldes do grupo que estão presos. "Se as Farc libertarem os seqüestrados, com participação da comunidade internacional, o governo aceita uma zona de encontro para negociar a paz em 90 dias com as Farc", afirmou Uribe. No entanto, o presidente impôs como condição para a troca de prisioneiros o comprometimento das Farc em não retomar a luta armada. "Andarilho da paz" As declarações de Uribe foram feitas durante um encontro com Gustavo Moncayo, que ficou conhecido como o "andarilho da paz". Moncayo, um professor aposentado, fez uma caminhada de quase dois meses por cerca de 900 quilômetros entre seu vilarejo e a capital, Bogotá, para pedir um acordo humanitário que permita a libertação dos reféns, entre eles seu filho, seqüestrado pelas Farc há nove anos. Moncayo chegou a Bogotá na quarta-feira para pedir ao presidente colombiano um acordo com as Farc que permita a troca de reféns por prisioneiros. O encontro foi realizado na Praça Bolívar, no centro de Bogotá, onde Moncayo armou acampamento e disse que vai permanecer até que seja firmado um acordo humanitário. Milhares de pessoas reunidas na praça acompanharam as declarações do presidente. Apesar de anunciar a possibilidade de criação de uma zona especial temporária, o presidente colombiano voltou a dizer que rejeita a exigência das Farc da desmilitarização de uma área no sudoeste do país. "A única razão para uma zona desmilitarizada é permitir que os criminosos se escondam das forças de segurança", disse Uribe. "Não vou entregar um milímetro aos criminosos." Reações A proposta de criação de uma zona especial foi considerada "inviável" por alguns observadores. As Farc ainda não responderam oficialmente à oferta do presidente. No entanto, a agência Anncol, que divulga informações do grupo guerrilheiro, publicou em sua página na internet um artigo com o título: "Definitivamente, com Uribe não haverá intercâmbio humanitário". O diretor do Instituto para o Desenvolvimento e a Paz, Camilo González, disse à BBC que a oferta de Uribe não deverá fazer as Farc "moverem um milímetro" a sua posição. Segundo González, a proposta é "simplesmente uma saída publicitária para lidar com a pressão da opinião pública devido à presença do professor Moncayo na Praça Bolívar". O defensor público Volmar Pérez, no entanto, disse que as Farc não deveriam se apressar em recusar a oferta. "Creio que é uma proposta sensata. As Farc deveriam avaliar com cuidado e responsabilidade", disse Pérez. |
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